terça-feira, 20 de março de 2012

SER PAI, SER MÃE E SER GAY...

Se para os homossexuais assumir sua sexualidade muitas vezes já requer um certo grau de sofrimento e dificuldade de aceitação, externa e interna, para os homossexuais que têm filhos essa situação pode ser ainda mais delicada. O diagnóstico é do psicólogo Klécius Borges, especialista em terapia afirmativa para gays e lésbicas, que conversou com o Armário X sobre os delicados conflitos que podem decorrer da verdade sobre a orientação do desejo dos pais.


DIFICULDADES

Amor e respeito

Normalmente, o principal medo enfrentado por pais e mães homossexuais é o de perder o amor e o respeito dos filhos. E de ser responsável pelo sofrimento que a informação irá infringir-lhes.


Mitos

Além desse medo, o homossexual precisa lidar com o preconceito de forma geral, e também, com alguns mitos a respeito da homossexualidade. Ainda são muito fortes as crenças de que homossexuais não podem ser bons pais e mães, que poderão influenciar a identidade sexual de seus filhos e que, no caso dos pais, são propensos à pedofilia. Há também as questões relativas à relação com os ex-cônjuges e, principalmente para as mães, os aspectos ligados aos direitos de guarda.




CONSELHOS


Educar para a diversidade

Para os pais o mais importante é que planejem da melhor maneira possível, quando e como contar. É importante que se sintam preparados intelectual e emocionalmente para as dificuldades que podem surgir. O ideal é que os filhos saibam o quanto antes. Crianças pequenas podem ser expostas à situações de um jeito natural e ter suas questões respondidas de forma sincera e aberta, de acordo com o grau de compreensão da sua idade. Um outro cuidado essencial é transmitir valores e fornecer modelos de aceitação da diversidade humana (racial, religiosa, ideológica, etc).


Preparar-se para as reações

Ao contar, é importante que os pais não o façam em tom de confissão e que estejam dispostos e preparados para responder às questões, e a lidar com as reações emocionais decorrentes. Não se deve esquecer, que o fato, do filho ou da filha, não aceitariam a novidade de imediato, não significa que não irão aceitá-la no futuro. Os pais e mães devem reafirmar que nada mudará na sua relação com os filhos, explicar porque estão contando (por amor e confiança), e se mostrar abertos à negociação sobre quem mais pode ou deve saber (isso para evitar situações de stress desnecessários) para os filhos ou de embaraço social). E, por fim, se for necessário, oferecer algum tipo de ajuda profissional para que os filhos possam aprender a lidar melhor com a situação.


Confiança nos filhos

Para os filhos, o mais importante é tentar compreender que o fato do pai ou da mãe serem homossexuais não muda em absolutamente nada o amor que eles sentem por seus filhos. Contar é, sobretudo, uma forma de demonstração de amor e de confiança neles. Devem também se sentir à vontade para perguntar o que quiser e a pedir ajuda profissional para que possam aprender a lidar melhor com os conflitos decorrentes da nova situação.


Respeito à individualidade

Há famílias que conseguem lidar melhor com a questão. Geralmente são famílias criadas com valores morais e éticos mais liberais, onde a individualidade é melhor respeitada. Costumam também cultivar o diálogo entre seus membros e estimular a expressão sincera de sentimentos. Essas famílias, embora sofram com a situação, tendem a lidar melhor com os conflitos e, a médio e longo prazo, resolvê-lo de forma satisfatória.

2 comentários:

Pro Dany disse...

Oiii Sérgio!!! Adorei seu blog e suas postagens!! Que bm encontrar você por aqui também. Já sou sua fiel seguidora. Quando puder passa no meu blog para conhecer. Eu também criei um. rsrs... Beijos no coração e uma maravilhosa semana. Dê um super beijo na Julia, sinto saudades imensas dela. Ela mora em meu coração. Fique com Deus

Sérgio Sanchez disse...

olá Dani, saudades de você, a julia não te esquece.
beijinho.