terça-feira, 30 de novembro de 2010

Lei da Homofobia

Desde 2006 tramita no Senado Federal, depois de já aprovado pela Câmara, o projeto da chamada "Lei da Homofobia", criminalizando atitudes resultantes de "preconceito de sexo, orientação sexual e identidade de gênero".


A polêmica em torno do assunto ganhou intensidade nas últimas semanas. Houve, em primeiro lugar, as justificadas reações de choque e de repúdio diante dos recentes casos de agressão, supostamente por preconceito antigay, de jovens na avenida Paulista. Pressionar pela aprovação da Lei da Homofobia surge, assim, como forma de dar vazão institucional às condenações que o episódio justificadamente suscita.


Reações contrárias ao projeto, contudo, surgem nos setores religiosos, que contam com a crescente influência da bancada evangélica para barrar a iniciativa.


Nos dois lados do debate, há quem se veja vítima de censura e preconceito. O direito constitucional à liberdade de expressão e consciência, sem dúvida, é um dos valores que cumpre reiterar na análise do assunto.


Na verdade, a chamada Lei da Homofobia constitui-se de uma ampliação, no que diz respeito à orientação sexual, de um texto em vigor desde 1989, punindo atos e manifestações de preconceito racial. Trata-se de uma espécie de reforço a direitos de grupos que já encontrariam proteção na Carta e em códigos vigentes.


Há um risco potencial de que a aplicação dessas legislações fira o princípio da liberdade de expressão, embora não conste que ele tenha sido, até aqui, afrontado.


Do mesmo modo, espera-se que ninguém estará impedido pela nova lei de considerar o homossexualismo atentatório aos mandamentos de Deus; até a Bíblia teria de ser censurada, nesse caso.


Depende do bom senso do Ministério Público e da magistratura a aplicação adequada da lei. Há de se considerar, ademais, o excessivo rigor nas punições, que chegam a vários anos de cadeia, em casos que não são de violência física -quanto a estes, sempre foram coibidos pelo Código Penal.


A aplicação sensata da lei, tal como foi redigida, ou a busca de um acordo razoável em torno de possíveis modificações em detalhes do texto, evitariam os inconvenientes reais ou imaginários que se antepõem à sua aprovação.


Mas o bom senso e o equilíbrio são, sem dúvida, as primeiras vítimas quando está em jogo, mais uma vez, a explosiva mistura de sexualidade e religião. Dessa verdadeira neurose do mundo contemporâneo, o Brasil tem-se saído razoavelmente bem, dada a autoimagem, nem sempre confirmada na prática, de tolerância que cultivam seus habitantes.


É essencial preservá-la; mas, a julgar pela celeuma com relação ao projeto, e pelos recentes casos de perseguição a homossexuais, o espectro da intolerância resiste e se renova sem descanso.


Fonte: Folha de S.Paulo

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O Direito de ir e vim sem constrangimento.


Os seguidores de Jesus de Nazaré são seres absolutamente livres. Tudo que fazem é fruto de escolhas pessoais feitas a luz de suas próprias consciências submetidas voluntariamente a Cristo.

Paulo, o apostolo, revela que escolheu se tornar cativo, escravo de Cristo. Sim, Paulo, escolheu ser cativo.

Um seguidor de Jesus de Nazaré não precisa se submeter a nenhum tipo de tirania, despotismo, autoridade espiritual (líder, mentor, mestres, pastor, bispo, apostolo, patriarca, anjos, demônios, estruturas, instituições, conselhos, presbitérios, juntas...etc..), pois, por ter escolhido submeter-se a Cristo, foi arrancado do reino da escravidão e transportado para o Reino do Filho Amado de Deus que conquistou na Cruz a liberdade absoluta.


Estes seguidores de Jesus de Nazaré por conta disto estão debaixo da cobertura direta do TRIO mais amoroso do universo; DEUS PAI, DEUS FILHO E DEUS ESPIRITO SANTO.

Há COBERTURA ESPIRITUAL maior e mais eficaz que esta?


É por esta razão que O DIREITO DE IR E VIR SEM CONSTRANGIMENTOS em encontros onde se reúnem os discípulos de Jesus é, e deve ser levado muito a sério.

Encontram-se e reúnem-se os que querem por escolha própria sem nenhum constrangimento.

Talvez, também como diz o Paulo, apostolo, o único constrangimento entre os seguidores de Jesus é o tal CONSTRANGIMENTO AMOROSO. É ir e vir por se sentir amorosamente constrangido.

A partir deste DIREITO, tudo mais também é feito ou não.

Gosto muito do que Paulo, o apostolo, escreve ensinando aos irmãos da Galácia sobre este assunto e que bem pode ser um bom aferidor pra se contribuir.

Gálatas 6.6

“Quem está aprendendo o Evangelho de Cristo deve repartir todas as coisas boas com aquele que o ensina” Versão na Linguagem de Hoje

“O que esta sendo instruído na palavra, partilhe todas as coisas boas com aquele que o instrui.” Nova Versão Internacional

“Quem esta sendo instruído na palavra, torne participante em toda sorte de bem aquele que o instrui”
Versão da Bíblia de Jerusalém.

Mas, este item e qualquer outro entre nós nunca será obrigatório. É, e será sempre uma questão de escolha.

Levando isto em conta e outros escritos bíblicos sobre este assunto, por favor, não se sinta constrangido a dar o seu dinheiro a ninguém, por nada, por nenhum motivo, nenhuma barganha, nenhuma ameaça de maldição, nenhuma manipulação, nada mesmo, a não ser, insisto, de novo, o CONSTRANGIMENTO CARREGADO DE AMOR que te impulsiona a se repartir e repartir seus recursos.

O amor deve ser a única força a nos constranger a qualquer coisa que fazemos ou deixamos de fazer.

É assim entre os seguidores de Jesus de Nazaré.

É assim entre nós do Caminho da Graça.


Algumas expressões tem que ser banidas de entre nós, tipo: “o sumido, o turista, etc..” e mesmo perguntar por que não veio ou se virá, enfim, qualquer pergunta que deixe a pessoa constrangida é absolutamente desnecessária.

Cada um sabe bem de si e onde deve ir e como contribuir e participar.

No Maximo usamos SAUDADES DE VOCE, mas, esta expressão deve ser usada só quando de fato reflete a verdade, pois, também ela pode se tornar uma espécie de cobrança.

Acredito que há uma “mística” no encontro dos seguidores de Jesus de Nazaré, sim, creio que no encontro, e que na reunião dos irmãos há plenitude dos dons e os que estão juntos desfrutam desta plenitude, mas, nem mesmo isto é motivo pra que alguém seja constrangido a vir, ficar , contribuir, participar ou voltar.

Por mais que você seja lider ou tenha uma participação diferenciada nos cultos, não é isso que deve ser, o que te motive a ir a igreja.

Até hoje, vou por que quero e que Deus me ajude a ser sincero e dizer que não irei quando não quiser ir.

Quem sabe nos encontraremos logo.