quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

A morte do cristianismo



(acompanhantes de meu blog trouxe esta matéria pois achei muito legal, desfrute-a pois é muito interessante)

Embora com algumas discordâncias, astrólogos, esotéricos e pagãos, em todo o mundo, celebraram no último dia 14 de fevereiro de 2009 o início da transição da Era de Peixes para a Era de Aquário. Historicamente é onde eles acreditam ser o fim do império cristão no planeta e o início de uma Nova Era de paz, harmonia e redescoberta do poder interior do ser humano potencializado pelos elementos e energias da natureza.

Esta transição vem sendo anunciada e regida pelos “Mestres do Universo”, pelos “Sábios Antigos” com ar de revanche. Pode até parecer tema de filme medieval, onde figuram feiticeiros e encantamentos contra a dominação sangrenta da religião do Imperador Constantino, que no século IV oficializou a igreja cristã como religião oficial do Estado Romano. Mas a atual e crescente queda da cultura político/cristã que pagãos do mundo todo anunciam com verdadeiro orgulho vingativo, pelo fato do Cristianismo institucional ter roubado o lugar histórico da fé pagã, não é novidade. Já está dito há, pelo menos, dois mil anos.

Ser cristão ou até mesmo pagão não é garantia para uma pessoa se livrar dos poderes das trevas, das cadeias espirituais da morte ou de forças malignas. A única e genuína experiência “religiosa” que estabelece um íntimo e profundo reencontro salvador com o Criador de todos os elementos e poderes, e nos aproxima dele como filhos amados, regenerados e resgatados por amor é o sacrifício de Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

O sangue do Deus Emanuel, Deus conosco, Deus que se fez carne e habitou entre nós, derramado por cada ser humano da face da terra, por você e por mim, não pode ser institucionalizado, não pode ser requerido por qualquer religião do mundo como sendo exclusivamente seu. Nem mesmo a igreja institucional pode ser mediadora desta aliança de reconciliação. A única função dela é anunciar que, em Cristo, Deus ficou de bem com a humanidade, qualquer coisa dita ou feita além disto é tomar um lugar que não é seu.

O Cristianismo é somente uma convenção social, uma entidade sem poder nela mesma. Uma forma de organizar o pensamento a respeito do Cristo, o Messias, o Ungido, o Deus todo-poderoso que se encarnou na história humana, que se fez homem como qualquer um de nós e por simples solidariedade e desejo de resgatar sua criação. Qualquer poder político ou espiritual atribuído à instituição chamada Cristianismo é fugir do seu propósito de ser e existir para anunciar que o princípio de toda a criação é Jesus, o autor e consumador da nossa fé e da nossa esperança de salvação. Sem ele, sem o seu poder, sem a sua vontade como centro orientador, o Cristianismo não passa de uma religiosidade vazia, corrompida e chata, como ficou provado pela história.

Todas as vezes que o Cristianismo deixou-se seduzir pelo poder terrestre da política e do dinheiro, dos poderes e domínios, e se afastou do seu chamado espiritual, o resultado foi sangue inocente derramado e um afastar-se radical das Boas Novas iniciadas e anunciadas no Filho de Deus.

Jesus nunca pregou o Cristianismo institucional, mas sim o Reino de Deus, que apesar de não ser deste mundo, começa aqui, com a vontade de Deus sendo feita na vida de cada homem e mulher que se deixa ser alcançado e transformado por este megalomaníaco amor, por esta incompreendida e persistente mania de Deus de acreditar em você e eu, como agentes de transformação desta realidade, apesar de todas as nossas falhas e provas de que somos os menos indicados para esta tarefa.

O Reino de Deus não cabe atrás de nenhuma placa de igreja ou religião, não cabe dentro dos templos feitos por mãos humanas, não cabe dentro das regras, doutrinas, tratados teológicos ou sistemas de cultos e encantamentos dos homens, não cabe nem mesmo dentro do cristianismo, porque ele transcende ao que vemos e percebemos, não pode nem mesmo ser medido, qualificado ou quantificado, simplesmente está entre nós. É Eterno, não teve início histórico e jamais terá fim. Quem continua crendo no Cristianismo e não mergulhou na realidade do Reino de Deus, nem chegou perto do verdadeiro Cristianismo.

O Reino de Deus não é comida nem bebida, não é feito de coisas ou poderes terrenos, não é político, não é religioso, não depende do sucesso humano e nem da mídia. É construído a partir de coisas simples como experimentar a alegria no Espírito de Deus. É o maior tesouro que alguém pode encontrar e ao mesmo tempo não tem preço, é gratuito. O Reino de Deus é o anti-reino cristão e/ou pagão. Não depende da conjunção dos astros, das posições das casas astrológicas, não se submete à principados, potestades, sábios ou mestres espirituais. O Reino é de Deus e somente dele, para ser compartilhado com todo ser vivente neste mundo ou em qualquer outro mundo, nesta Era ou em qualquer outra.

O Sangue do Messias comprou nossa cidadania eterna no Reino de Deus. O preço está pago! Através do Sangue de Jesus os karmas são desfeitos, os pecados são perdoados, os erros são apagados. Sem necessidade de reencarnação, de auto-punição ou flagelos, sem feitiços. Porque ele tomou sobre si mesmo as nossas dores e as nossas enfermidades, o castigo que nos traz a paz estava sobre ele.

Não se admire se o mundo "cristão", como você conhece, se desfizer um dia e for substituído por outro entendimento, cultura e consciência. Cedo ou tarde isto acontecerá, aliás já começou a acontecer, os profetas bíblicos e até mesmo os não bíblicos já anunciavam o fim dele e de todas as outras eras um dia. Aos poucos o Cristianismo começa a entender, à duras penas, que ele não tem vida nem se sustenta sozinho em si mesmo. Portanto, também afirmo que nem mesmo a Era de Aquário será eterna. Não digo isto para causar medo ou desgosto, digo simplesmente pela esperança da consumação da soberana e eterna vontade de Deus. O Dia do Senhor vem sem demora, quando todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus é o Senhor absoluto de todos as eras, reinos, poderes e existências. Acredite você ou não, assim o será!

A Palavra Eterna do Deus Criador para você e eu é esta: “Arrependam-se e creiam no Evangelho porque está próximo o Reino de Deus.”


O Deus que era, que é, e que sempre há de vir, lhe abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!


Pablo Massolar

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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Procure se encontrar




"A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira." (Provérbios 15.1)

Relacionamento... Acredite! Esta palavra é motivo de arrepio e trauma para muita gente. Convivências difíceis, desencontros de opiniões, incompatibilidade de gênios, conflitos de gerações, intransigências, desrespeito, etc. Quem se propõe a viver com outra pessoa, seja o cônjuge, pais, amigos ou colegas de trabalho, certamente, encontrará em algum ponto do convívio grandes desafios e “sapos a engolir”. É inevitável que venham muitas decisões a se tomar, onde, pelo menos duas pessoas, terão ponto de vista diferente.

Existem aqueles que têm absoluta certeza de que jamais suportariam a convivência com sigo mesmo, estes estão a dois passos de compreender o caminho da convivência saudável. Por outro lado, existem, ainda, aqueles que defendem cegamente suas razões, sem sequer avaliar o que outros possam propor como solução. Talvez por insegurança ou complexos e travas emocionais, tais pessoas jamais conseguem se libertar do rancor como resposta ou da exigência exagerada da cobrança de perfeição, tornando-se pessoas insuportavelmente amargas e infelizes.

Mas graças a Deus, este não é um caminho sem volta! E qual é o caminho de volta então? Existe algum segredo? Sem fazer mistério algum, a boa notícia é que, não somente a sabedoria dos textos bíblicos, mas também a testificação do Espírito do Senhor Jesus em nossas mentes, removem o véu que encobre a compreensão de como alcançar plena comunhão e pacificação no convívio com outras pessoas. Pode até ser que não sejamos totalmente perfeitos hoje, mas a fé e a capacitação para mudar de atitude vêm quando nos encontramos com a Palavra de Deus, dia após dia, e ela começa a fazer efeito verdadeiro nas nossas decisões.

Quando nos tornamos não somente ouvintes da Palavra, mas praticantes, somos irremediavelmente inspirados a tomar de volta o caminho do perdão, da reconciliação e da superação dos conflitos.

Certamente, ninguém que deseja colher uvas, plantará um espinheiro. Logo, quem deseja receber carinho, precisa plantar doçura, suavidade e principalmente amor. Quem planta maldade, colherá maldade; quem planta mentira, colherá mentira; quem manda embora amigos e pessoas queridas, colherá solidão; conseqüentemente quem semeia fidelidade e verdade jamais será surpreendido pelo fruto da injustiça.

Algumas vezes não prestamos atenção em nossas respostas ásperas, estamos tão centralizados e acorrentados às nossas questões pessoais e egocêntricas que não conseguimos perceber o quanto batemos cruelmente uns nos outros com palavras e atitudes. Uma vez eu ouvi dizer que quem bate esquece, mas quem apanha não. Esta é uma grande verdade! Mas o ensinamento de Jesus não é romântico, longe da realidade humana, ele é principio verdadeiro e justo para a vida ainda hoje, é confirmado pelo poder da ressurreição e Ele diz: "Como quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles." (Lucas 6.31)

O amor e o caminho do perdão quebram cadeias poderosas, removem barreiras e libertam de todo o medo! Se erramos não é preciso temer ou envergonhar-se de pedir perdão. O perdão precisa se tornar natural na nossa caminhada, do contrário a falta dele será um grande entrave na jornada. Na verdade o próprio Deus semeou amor e perdão em nós, Ele nos perdoou e amou quando ainda não merecíamos, certamente Ele deseja ver frutificando o mesmo tipo de atitude em nós. Mesmo sem encontrar motivação lógica ou emocional, quando semeamos perdão, colhemos do mesmo fruto.

Em um mundo repleto de pessoas sem graça e sem doçura, recheadas de amargura, dor e tristeza, somos convidados e chamados para semear a Palavra do amor, da generosidade, do carinho, da reconciliação, do perdão e doçura.

Quando entendemos que somos diferentes uns dos outros sim, que ninguém é obrigado a pensar do mesmo modo que a gente, que temos dons e talentos diferenciados; quando preferimos valorizar a opinião do outro, do diferente, daquele que, aparentemente, não tenha muita coisa a nos acrescentar ou ensinar, mas mesmo assim semeamos reconhecimento e valorização, com certeza colheremos honra, unidade e crescimento maduro.

Quem semeia no temor a Deus, colhe sabedoria. Quem vai semeando, mesmo na dificuldade, mesmo chorando, mas acreditando na Promessa, voltará colhendo seus frutos com alegria e satisfação.

"Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também colherá." (Gálatas 6.7)




O Deus que nos plantou para Ele em amor lhe abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!



amigos encontrei este texte e coloquei aqui para compartilhar com voces, ele é de
Pablo Massolar
www.ovelhamagra.blogspot.com

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Como surgiu a lenda do pecado em ser homossexual

Embora o judaísmo houvesse antecipado a discriminação a homossexuais, ela só adquire um status de lei quando as sociedades passam a ser regidas pelos estatutos esclesiásticos. Logo que o cristianismo tornou-se a religião oficial de Roma, seus principais intérpretes providenciaram um código de ética sexual em seu nome, no qual a homossexualidade, dentre outras práticas, passou a ser considerada pecado possível de pena de morte. Na época, acreditavam que se tratava de um costume adquirido, não inato, portanto fruto de uma influência maligna (diabólica) e inventaram que se sua prática fosse permitida traria conseqüências terríveis para tal cidade, como pragas, terremotos, fome etc...
Tudo isso vem da concepção errônea de que a homossexualidade é pecado, algo como uma obsessão maligna ou coisa parecida. Como o tabu de que a sodomia é apenas um mau costume adquirido caiu (referindo-se a homossexualidade), seu enfoque pecaminoso deveria ter sido igualmente dissolvido. E antes, se a condenação sobre a usura e a avareza fosse levada à ponta de faca como seus precursores do cristianismo romano fizeram com relação a prostituição feminina e ao homoerostismo, não restaria um imperador, nobre, burguês e talvez nem uma autoridade papal. Pois todos eles nadavam em ouro proveniente da exploração do povo. E nos, dias de hoje, se estas mesmas leis de alguns segmentos do cristianismo que ainda se mostram intolerantes aos homossexuais fossem mais coerentes importariam-se com coisas que escandalizavam Jesus, como o comércio e exploração da fé e dos pobres, a prática da caridade e a distribuição de renda.
Cada pessoa deve ter acesso a todas as visões de mundo existentes, a tudo, mas ninguém pode ser obrigado a adotar esta ou aquela forma de encarar a vida. Por certo, há religiões que acreditam na igualdade total, mas não a promovem na prática com medo de perder o rebanho conquistado, caso quisesse mistura-lo com gays numa mesma igreja. Por outro lado, é sabido que a maioria dos homossexuais acaba por abandonar a sua religião porque ela insiste em mostrar sua condição sexual como algo, “condenado por Deus”. Os que ainda mantêm um vínculo religioso sofrem todo tipo de opressão mental, espiritual e social, terminando por multilar-se espiritual e muitas vezes, até fisicamente.
Como vivo no meio religioso, e já a muito tempo,aprendi melhor, porque comprovei, o que seria lógico, que os homens e mulheres que estão mais envolvidos com suas profissões de fé acabam por anular sua orientação quando ela é homossexual. Vi homens que mais pareciam lagartos, se arrastando e fazendo o mesmo com suas vidas, ou parecendo pássaros presos em gaiolas. Conheço mulheres na mesma condição. E era de certo modo interessante observar o efeito que esta anulação fez nos seus gêneros, os homens tornava-se fracos, tanto no ofício como no lar, as mulheres ficam ásperas, secas autoritárias e inflexíveis. Comparando como um exemplo mais corriqueiro, seriam como mulheres heterossexuais insatisfeita num casamento, mantendo-o somente por não ter fonte de renda própria, ou por causa dos filhos, ou dependência emocional, agüentando o machismo, a falta de realização pessoal, e em certos casos agressões. Para mim, a vida dos homossexuais que realizam um casamento tradicional, em virtude da religião, sempre foi uma visão triste, pois imagino ao ver estas pessoas, todo o sofrimento pela qual devem passar, as formas de auto-rejeição e penitência que se submetem e que, com certeza eram muito mais profundas que apenas viver o disfarce, não se aceitar como pessoa, encarar-se numa imagem estranha a si próprio, ou ter nojo e desprezo da própria personalidade, vivendo eternamente uma culpa.

Isso poderia ter sido uma triste história.

Na década de 1960, Mauro com quatorze anos, percebeu que era gay. Estudava num dos colégios mais tradicionais e importantes centros educacionais católicos do Rio de Janeiro. Tinha assim uma educação rígida sobre os valores sexuais. Eram um aluno exemplar e muito religioso. Mauro não se achava digno de comungar, visto que não podia confessar sua orientação sexual. Via-se então, como uma aberração, mas não podia controlar seus pensamentos e desejos. Depois de um ano, encheu-se de coragem e decidiu confessar-se; pelo menos não viveria mais com a culpa da mentira. Ao entrar no confessionário, muito nervoso, travou o seguinte dialogo com o bispo, figura hoje muito conhecida e importante na cúpula do catolicismo;
- Bispo... tenho muita coisa para contar, mas há um pecado tão terrível se não sei se terei coragem de confessá-lo.
O Bispo percebendo o estado do rapaz, deixou o tom cerimonioso e respondeu;
- Diga meu filho. Que pecado tão terrível é este?
- Não posso dizer... Vim porque ele me atormenta a mais de um ano, e não consigo conviver com isso.
- Faça então o seguinte; comece contando os comuns e, no meio deles, conte este que você considera tão terrível.
Mauro foi contando o que considerava mais leve até chegar o momento fatal. Com voz trêmula e embargada disparou:
- Um de que me envergonho todos os dias é o de sentir desejos por outros garotos.
O Bispo virou-se de frente para ele e perguntou;
- Conte-me agora o que você disse ser um pecado terrível?
Mauro olhou espantado para o Bispo. Não acreditava no que ouvia. De súbito o choro veio abundante, era de alívio. O Bispo pediu então que ele saísse do confessionário e abraçou-o com afetuosidade. Mauro não pode dizer mais nada, apenas soluçava, grato por ter sido encarado com tanta humanidade.

Mas hoje o que vemos realmente, é uma triste história.

Vemos pessoa nivelando as coisas como tudo fosse muito igual, e tudo partindo pela visão e conhecimento delas próprias.
Como Deus apenas fizesse o homem de um único jeito e exigisse dele chegar até tal patamar e os que não conseguem estão fora.
Vemos que o números de cristão que nascem em berços evangélicos que sempre dedicaram suas vidas a fé, e quando chegam a adolescência percebem suas orientação voltada para o homossexualismo. Por ouvirem que isso é errado e abominação para Deus, se fecham em segredos, vivendo uma dura realidade de tristeza e medo. Ao passar de mais alguns anos como não consegue mais anular aquilo que é forte dentro de si, tanto que qualquer garoto ou garota com mais de 17 anos já procuram namorar por não conseguir segurar mais suas necessidade de encontrar sua outra metade, quando muitas vezes acontece até antes. O indivíduo homossexual cristão até namora, mais seus namoros são curtos e com uma certa rotatividade, pois ele fica a procura da pessoa do sexo oposto que o fará ser preenchido e solucionando assim o seu tão grave problema. Como seu problema não desaparece aí, chega o momento de falar com seus pastores pois o assunto já esta desgastando a pessoa e ela necessita de ajuda de uma pessoa mais sábia e espiritual. Ao conversar com os pastores ou superiores, e iniciado uma vasta e desgastante corrida a circulo de oração, jejum, quebra de maldição, cura interior, e a partir daí, as pregações começam a se intensificar contra a homossexualidade. Se o indivíduo depois disso procurar seu pastor e falar que as coisas estão do mesmo jeito, ele passa a ir ficando de lado só sendo aguardado para o dia que ele deixa de freqüentar a igreja, e agora os pastores e lideres já estão desobrigado com a vida dele e assim já podem iniciar aquela frase feita, ele fez sua escolha....
Isso na verdade é a grande mentira pois se tivesse como fazer uma escolha, escolheria pelo o mais simples e mais fácil, que era sentir atração pelo sexo oposto casar e ter um ministério abençoado, e continuar servindo a Deus em sua comunidade e desenvolvendo o seu dom.
Agora se o erro não fosse o homossexualismo, e sim a falta de caráter, a mentira, a falsidade, a contenda a difamação, a injustiça, a avareza, o desamor, a desobediência, poderia conviver normalmente dentro da comunidade.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Cristianismo e Homossexualismo



O preconceito é antes de tudo uma atitude anticristã, pois, fere o primeiro mandamento de Deus que é amar a Deus e ao próximo.
O amor é o dom supremo, é a característica mais sublime de todo cristão genuíno e sincero. Quem tem amor não se alegra com a injustiça, uma delas é o preconceito contra os homossexuais. Todavia a busca pela verdade proporciona alegria, uma vez que anunciada da seguinte forma;
A inda que eu fale a língua dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como bronze que soa ou com o címbalo que retine. Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e todas as ciências, ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei. E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará. O amor é paciente, é benigno, o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal, não se alegra com a injustiça, mas, regozija-se com a verdade, tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. (1 coríntios 1-7).


Teologia Inclusiva
O cristianismo pode ser classificado como sendo o movimento religioso que tem Jesus Cristo como Deus, seus adeptos são chamados de cristãos e seu livro sagrado é formado pelo novo e antigo testamento: a Bíblia.
As raízes do cristianismo estão no judaísmo. Ambas as correntes crêem em Deus, são monoteístas, porém, diferenciam-se basicamente pelo fato de que os cristãos acreditam em Jesus como o Messias, ao contrário, os Judeus ainda estão aguardando-o, pois para eles Jesus seria apenas um profeta, tendo o seu livro sagrado formado somente pelo antigo testamento.
Várias são as vertentes das quais o cristianismo ramificasse. Dentre as mais conhecidas tem a igreja católica, a igreja protestante e a igreja ortodoxa do oriente.
Existe certa resistência do cristianismo em aceitar a homossexualidade, contudo, desde a década de 60 essa percepção religiosa vem sendo modificada através do nascimento da teologia inclusiva.
A teologia baseia-se na revelação. O elemento primordial para esse tipo de pensamento é a Fé, que significa crer. A teologia é o campo de estudos que utiliza a bíblia para buscar informação a respeito de Deus, ou seja, o termo teologia diz respeito ao estudo sobre Deus. Na teologia várias são as correntes, há aqueles que acreditam que Deus escolhem os que irão ser salvos, estes sãos os teólogos da predestinação. Também há os que defendem que o homem é detentor do livre arbítrio e decidirá servir ou não a Deus. E outras ramificações teológicas diferentes, mas o foco deste estudo é o da teologia inclusiva.
Por ser uma corrente que defende a inclusão de homossexuais ao cristianismo, a teologia inclusiva deve ser estudada por todo cristão nato, genuíno, comprometido com o Reino de Deus e a ética cristã.
O seu estudo através do contexto histórico crítico, aprofundado e minucioso, dos textos bíblicos utilizados para condenar os homossexuais consegue provar, de forma impar, que Deus aceita os homossexuais e que a bíblia não os condena.
Na Europa e nos estados Unidos a maioria das igrejas que defendem essa corrente é mista, ou seja, agregam em sua membresia tanto homossexuais bem como heterossexuais, realizam casamentos de homossexuais e consagram ministro gays e lésbicas.
No Brasil como o preconceito ainda é muito latente, as igrejas inclusivas são formadas em sua grande maioria por homossexuais, e uma minoria de heterossexuais, embora a intenção dessas igrejas seja alcançar a todos independente de orientação sexual.

E PORQUE SÒ AGORA?
Talvez você esteja se perguntando: porque essa teologia só surgiu agora? Deus permitiria que a religião interpretasse erroneamente as escrituras sagradas? Será que os que defendem a teologia inclusiva são hereges ou falsos profetas? Caro amigo, a Bíblia nos fala que há tempo para tudo. “tudo tem seu tempo determinado, e a tempo para todo o propósito debaixo do céu....”(eclesiastes 3 1-8).
Deus é o senhor do tempo. Há uma sincronia na vontade soberana de Deus, tudo ocorre no seu devido momento, e há propósito para todas as coisas, as adversidades servem de aprendizados e os erros servirão como exemplo do que não deve ser repetidos.
Por vários séculos a escravatura foi legitimada pela religião, acreditavam que os negros não tinham alma. Por anos a finco as mulheres foram discriminadas, inclusive nos espaço religioso. O catolicismo durante a idade média praticava a venda de indulgencia, matava cruelmente milhares de pessoa através da santa inquisição. Foram homens, em nome da religião, que criaram o preconceito, contra negros, mulheres e homossexuais, e acabaram por gerar violência e morte ao interpretarem erradamente a bíblia.
A humanidade não esta esquecida por Deus, pois no tempo certo os negros foram libertos, as mulheres assumiram sua devida importância na sociedade e surgiu o movimento protestante com Martinho Lutero e fez ressurgir uma nova vertente do cristianismo, o protestantismo.
Agora é o tempo reservado por Deus para que os homossexuais conquistem seu espaço no cristianismo. Isto é Providencia Divina.

A teologia inclusiva não é doutrina de falsos profetas e hereges, ao ler esse estudo você verá as bases sólidas dessa corrente e entenderá porque provem de Deus. O próprio Marinho Lutero foi chamado de herege, o próprio Jesus foi considerado pelos religiosos de sua época, um falso profeta endemoniado. (Veja marcos 3.22-23)
Mas em Mateus 5.10-12 diz: Bem aventurado os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus, Bem aventurado sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e mentinho disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus, pois assim perseguiram aos profetas que vieram antes de vós.

A IMPORTANCIA DO CONTEXTO
De acordo com a teologia da inclusão, nenhum versículo bíblico deve ser lido sem o seu contexto crítico histórico. A regra de ouro da hermenêutica é que qualquer passagem bíblica deve ser vista dentro do seu próprio contexto.
Existem passagens bíblicas que são erroneamente utilizadas para condenar os homossexuais, a questão é; será que esses textos bíblicos realmente condenam a homossexualidade? Os teólogos inclusivos afirmam que não, todavia para explicar com clareza é preciso se fundamentar nos aprofundados e longos estudos da teologia que veremos logo mais.
Ser cristão diz respeito, fundamentalmente, a cultuar a Jesus Cristo e tê-lo como Deus. O cristão precisara manter comunhão com outros cristãos. O cristianismo é essencialmente a expressão de amor vivo e da espiritualidade que se concretiza na convivência entre os seres humanos. O cristão quando privado do convívio com outros, da vivência da espiritualidade na igreja e do serviço cristão, certamente se sentirá enfraquecido, pois será como a brasa quando tirada do braseiro, fria e apagada. Os homossexuais cristãos também sentem a necessidade de congregarem, de servirem a cristo em uma igreja. Mas este direito foi tirado pelas igrejas católicas e evangélicas, e não por Cristo. Por muito tempo os homossexuais tiveram que optar por servir a cristo, mas esquecer sua orientação sexual, como se isso fosse possível.
É demasiadamente trágico que o cristianismo e a própria sociedade exclua os homossexuais. A ignorância e a intolerância devem deixar de existir e dar lugar ao esclarecimento. Não podemos permitir que o preconceito se perpetue. Todos nós devemos buscar os fatos além das realidades dadas, assim, estaremos comprometidos eticamente com a construção de um mundo melhor, mais igualitário e justo.
É necessário que as religiões cristãs dialoguem sobre o tema, que ouçam a voz dos excluídos e de seus defensores, é preciso que troquemos o preconceito pela aceitação, pelo acolhimento de todos independente de raça, cor, sexo, idade ou orientação sexual.
Precisamos seguir o exemplo de Cristo. Ele ama a cada um, e, de modo algum faz acepção de pessoas ou lança fora aqueles que o confessam como senhor de suas vidas. Não podemos permitir que o preconceito se perpetue, as minorias precisam ser ouvidas e respeitadas. Pecado é a falta de amor, é a rejeição, são deixar as margens os homossexuais. Jesus nos diz em Marcos 10.14 Deixai vir a mim os pequeninos. Os pequeninos não são apenas crianças, mas, são toas as minorias, os fracos, oprimidos, que tentam chegar a Deus, mas são impedidos pelos religiosos.

Igrejas que tem aceitados os homossexuais.

Algumas igrejas cristãs já voltaram os seus olhares para o fato de que os homossexuais devem ser aceitos. Temos como exemplo as igrejas americanas: Presbiterianas, Anglicanas, Episcopal, Batista do Sul, Igreja da Comunidade metropolitana- ICM. No Brasil verificamos as igrejas; Contemporânea, Comunidade cristã Nova Esperança- CCNE, Igreja para Todos, Acalanto, ICM, entre outras.


É possível deixar de ser homossexual

Segundo a ciência um homossexual nunca deixará de ser homossexual, assim como um heterossexual não pode deixar de ser heterossexual e um negro não pode deixar de ser negro.
Diante da falta de sabedoria para lhe dar com a situação, vários homossexuais que desejam ser cristão têm visto esta vontade ruir, são enganados, rejeitados, passam pelas mais variadas formas de exorcismos e terapias de cura interior, contudo, ao final, quando vêem que o desejo por uma pessoa do mesmo sexo não foi retirado, acabam oprimidos, o sonho se torna pesadelo, levando o individuo até mesmo ao suicídio. Estatísticas informam que 30% dos jovens que se suicidam são homossexuais não conformados com sua identidade sexual, e muitos destes buscaram ajuda em igrejas cristã.
Não há provas científicas que demonstrem que as terapias de reversão ou de cura são eficazes na modificação da orientação sexual de uma pessoa. Há, contudo, provas de que estes tipo de terapia podem ter resultados destrutivos.
Muitos grupos e igrejas tentam impor aos homossexuais que eles aprendam a se comportar heterossexualmente. A Associação Americana de Psicologia e o conselho Americano de Psiquiatria alertam que esta prática não é cientifica, nem ética. A tentativa de reversão da orientação sexual poê em risco a saúde mental do individuo, podendo causar danos irreparáveis, desencadeando depressão, baixo-auto-estima, ansiedade, suicídio.

A VONTADE SOBERANA DE DEUS
Quando Deus cura, Ele o faz por completo, e, porque não retirou o desejo homossexual dessas pessoas que tanto o buscaram, oraram e jejuaram? Simplesmente pelo fato de que foi o próprio Deus quem criou o homossexual da forma como é, e a sua vontade soberana é de que os homossexuais continuem homossexuais.
Onde esta a libertação do desejo homossexual? Ela não existe. O gay e a lésbica, nunca deixarão de sentirem atraídos por outra pessoa do mesmo sexo. Poderão até optar por não vivenciarem a homossexualidade, mas continuaram sendo homossexuais, já que ninguém tem como ir contra a vontade soberana de Deus.

A ORIENTAÇÃO SEXUAL
A homossexualidade não é uma escolha, é uma orientação. O indivíduo é naturalmente homossexual, e não conseguirá mudar sua identidade sexual.
A orientação sexual faz tanto parte do ser humano como a cor da sua pele, ou como a mancha do leopardo. Porventura pode o etíope mudar a sua pele, ou o leopardo a suas manchas? (Jeremias 13.23)
Pedir ao homossexual deixe de ser o que é por natureza é a mesma coisa que pedir a um heterossexual deixe sua natureza, ou que um negro deixe de ser negro. Isto é impossível.
Podemos concluir que não existem ex-gays. Nesse sentido, as pessoas devem aceitar a sua orientação sexual, pois para Deus não a diferenças entre homossexual ou heterossexual, homens ou mulher, todos nos podemos ser filho de Deus desde que reconhecemos a vinda de Cristo como Homem, em carne, e sua morte e ressurreição, e que o recebamos como Senhor de nossas vidas.

O QUE A CIÊNCIA DIZ A RESPEITO DA HOMOSSEXUALIDADE

Diferentemente do que muitas pessoas acham, segundo a ciência, a orientação sexual, tanto para heterossexuais, como para homossexuais, não é uma escolha, ou opção. Alguns estudos recentes indicam que a identidade sexual tem uma grande influencia biológica e social, desse modo, sendo determinada antes e depois do nascimento, Existem os que alegam que a identidade sexual é uma predisposição genética de toda a vida humana, enquanto outros vêem como obra humana social. Este debate é bastante atual nas Ciências Sociais, que defendem a idéia de que a sexualidade humana é gerada no meio social, e nas Ciências Biológicas, que acreditam que a origem da sexualidade esta no fator genético do individuo.
Biólogos descobriram que o feto, ainda no ventre da mãe, recebe determinados tipos de hormônios. No caso da homossexualidade, o feto do sexo masculino recebe uma quantidade maior de progesterona (hormônio feminino) e o do sexo feminino uma quantidade menor, desencadeando na definição da orientação sexual do individuo no futuro.
Cientistas sociais afirmam; mesmo que considerássemos o fator social como predominante na formação da identidade sexual do ser humano, o comportamento sexual não pode ser taxado como antinatural, ou seja, é natural ao ser humano ser homossexual, heterossexual ou bissexual, independentemente desse fator ser aprendido ou não.
Os cientistas são unânimes em afirmar que não é possível transformar um homossexual em heterossexual, já que a natureza do ser humano não pode ser modificada. Qualquer tentativa de mudança na identidade sexual já é comprovadamente frustrada. O individuo pode até tentar não vivenciar o ato sexual com pessoa do mesmo sexo, mas o desejo homossexual permanecerá inalterado para o resto de sua vida.
Há homossexualidade não é doença segundo a ciência médica. Em 1973, o conselho Americano de psiquiatria obteve provas de que a homossexualidade não é doença mental. No ano de 1985, o Conselho Federal de Medicina do Brasil, não categorizava mais a homossexualidade como doença. Em 1991, a Organização Mundial de saúde passa a desconsiderar a homossexualidade como doença.
Atualmente, o Conselho de psicologia do Brasil não permite que psicólogos atuem na tentativa de reversão da homossexualidade, uma vez que o conselho entende que é impossível reverter à orientação sexual de uma pessoa.
CONCLUINDO
A base da ciência é a investigação, nela esta o pensamento comprovado, legitimado, aprovado, experimentado.
Como vimos os cientistas dos mais diversos campos declaram que a homossexualidade é normal e deve ser aceita. Nós não podemos ser todos iguais, no mundo há diferença, diversidade.

HOMOSSEXUALIDADE COMO POSSESSÃO DEMONIACA

Obviamente a homossexualidade não é uma forma de possessão demoníaca. A bíblia diz que tudo quanto pedimos em oração, em nome de Jesus, isto nos será feito. No livro de Mateus, encontramos; “Pedi, e dar-se-vos-á, buscai, e achareis, batei e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede, recebe; e quem busca, acha, a ao que bate abrir-se-lhe-á. Ou qual dentre vós é o homem que, se seu filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, se lhe pedir peixe, lhe dará uma serpente? Se vós, pois sendo maus, sabeis dar boas dádivas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai que está nos céus, dará boas coisas aos que lhas pedirem? (Mateus 7.7-11).
Muitos homossexuais que não se aceitam pedem a Deus diariamente que retirem deles o desejo por outra pessoa do mesmo sexo. Procuram as igrejas, e são levados a sessões de terapia, cura interior, oração, aconselhamento, libertação e passam anos a finco, e o desejo homossexual continua lá. Essas pessoas acabam sentindo-se infelizes.
Será que Jesus seria tão fraco assim a ponto de não curar ou libertar o individuo da homossexualidade ou será que a Bíblia esta errada em afirmar que há poder na oração?
Todo o poder foi dado ao Nome de Jesus. Está escrito no livro de Mateus 28; 18 que toda autoridade foi dada a Jesus no céu e na terra. A Bíblia é infalível, ela é a Palavra de Deus, é sua vontade soberana que se cumpre diariamente.
Deus não age em desacordo com a sua vontade soberana e os seus planos. De modo algum curaria, ou libertaria o indivíduo da homossexualidade, pois esta não é uma doença, e nem muito menos uma possessão demoníaca. Caso fosse, certamente todos os que imploraram a Deus para deixarem de ser homossexuais, não sentiriam mais atração por uma pessoa do mesmo sexo.
O heterossexual sempre será heterossexual, e o homossexual sempre será homossexual, esta é a vontade soberana de Deus. Ele não muda a orientação sexual de ninguém, pois essa mudança implicaria na mesma coisa do pai dar pedra ao seu filho que pede pão, como descrito em Mateus 7.7-11.
Devemos entender que a orientação sexual do indivíduo é uma dádiva, um presente de Deus que não se pode deixar de aceitar e receber. Deus quer que os homossexuais se aceitem, toda a oração nesse sentido será ouvida e respondida. Ele poderá curar a rejeição, o medo, as feridas emocionais que o mundo causa e causou através do preconceito, tornando-os mais felizes, mais amados e motivados.

ALGUMAS PASSAGENS BÍBLICAS QUE APOIAM AO HOMOSSEXUALISMO

Diretamente com essas palavras, (homossexualismo), não iremos achar, pois, esta palavra só foi inventada a menos de 2 séculos atrás. Mas vejamos algumas histórias que servem cosmo exemplo de relacionamentos homossexuais.

A Bíblia relata em 1 Samuel 18; 1-4 que a alma de Jonatas se apegou a de Davi a tal ponto que começou a amá-lo. No dia em que fizeram o pacto de amor, Jonatas se despojou de seu manto, sua armadura, seu arco e seu cinto, em 1 Samuel 20.30 Sul diz a Jonatas: Filho de mulher perversa e rebelde, elegeste o filho de Jesse, para vergonha tua e do recato de tua mãe. Diante da perseguição e para preservar sua vida, Davi precisou fugir. O momento de despedida de Davi e seu amado Jonatas foi o mais marcante desta história. Como em toda separação forçada, onde existe amor entre dois indivíduos, houve choro, tristeza e emoção. Em 1Samuel 20.41-43 diz que Davi e Jonatas se beijaram e fizeram pacto para sua posteridade. O compromisso e pacto entre eles foi tão genuíno, declarou Davi a Jonatas, excepcional me era o teu amor, ultrapassando o amor de mulheres, 2 Samuel 1.26.
Após a morte de Jonatas e Saul, Davi assume o reinado do povo de Israel. Davi é considerado na Bíblia como o homem segundo o coração de Deus.

Daniel moço de boa aparência, sem nenhum defeito, conhecedor da ciência e cultura do povo caldeu, foi levado cativo a Babilônia por ordem do Rei Nabucodonosor. No cativeiro conheceu o chefe eunuco, este logo se apaixonou por Daniel. O eunuco arriscou sua própria vida para poder cuidar de alimentar Daniel. “Pela graça de Deus Daniel encontrou boa vontade e simpatia no chefe eunuco” (Daniel 1-9). Vamos ver o que a Bíblia nos revela a respeito dos eunucos;
“Ele, porem, lhes disse; Nem todos podem receber esta palavra, mas só aquele a quem foi concedido. Porque a eunucos que assim nasceram do ventre da mãe, e há eunucos que foram castrados pelos homens, e há eunucos que se castraram a si mesmo, por causa do reinos dos céus. Quem pode receber isto, receba-o” , (Mateus 19.10-12).
Eunuco pode ser uma palavra genérica que caracterizava os gays.

Há uma historia de um eunuco que atuava como oficial do governo e foi aceito por Felipe para ser batizado, verificamos a passagem em atos 8.27-28, que diz: eis que um etíope, eunuco, oficial de candence... Que viera adorar em Jerusalém... Então disse o espírito a Felipe: aproxima- te desse carro e acompanha-o... Chegando a certo lugar onde havia água, disse o eunuco a Felipe. Eis aqui água, que impede que sejas batizado
Felipe entendeu que não importava para Deus a orientação sexual do eunuco, mas, o seu coração, e batizou o eunuco nas águas;
Felipe respondeu: é licito que sejas batizado, se crês de todo o coração. E respondeu o eunuco; Creio que Jesus Cristo é o filho de Deus. Então mandaram parar o carro, ambos desceram à água, e Felipe batizou o eunuco.

Penso: como será que as pessoas sabiam que estavam falando com eunucos, será que era pela voz afeminada, ou por se vestir como mulheres, e porque deixa tão evidente que eram eunucos?

Jesus Cristo em seu ministério deparou-se com um centurião homossexual. O centurião era responsável por comandar cem soldados. Vejamos o que a Bíblia diz:
“Tendo Jesus concluído todas as suas palavras dirigidas ao povo, entrou em cafarnaum. E o servo de um centurião, há quem muito estimava (entimos), estava doente, quase a morte. Tendo ouvido falar a respeito de Jesus, enviou-lhes alguns anciões dos judeus.... Então Jesus foi com eles. E já, perto da casa, o centurião enviou-lhe amigos para lhe dizer: Senhor, não te incomodes, porque não sou digno que entres em minha casa. Por isso eu mesmo não me julguei digno de ir ter contigo, porém manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado...
Ouvidas estas palavras, admirou-se Jesus dele , voltando-se para o povo que o acompanhava, disse: afirmo-vos que nem mesmo em Israel achei fé como esta. E voltando para a casa os que foram enviados, encontram curado o servo. (Lucas 7.1-10)
Historicamente o centurião romano ate mesmo por uma questão cultural, mantinham relações homossexuais com os seus servos, era uma pratica comum na sociedade romana da época.
Ao analisarmos a passagem Bíblica em questão verificamos que o servo tinha uma relação profunda e de intimidade para com o centurião. O verbo no original grego utilizado para qualificar a relação foi “entimus” que designa intimidade. Tal fator fica ainda mais claro quando percebemos que o centurião não se achava digno de receber Jesus em sua casa.
Ao final vemos que o centurião refere-se ao seu servo carinhosamente como “o meu rapaz”, o que comprova ainda mais que eles mantinham uma relação homossexual.
Em nenhum momento vemos Jesus desaprovando o centurião por ocasião de sua orientação sexual. Jesus, com toda a sua onisciência, sabia que o centurião era homossexual, mas em uma atitude anti-preconceituosa, curou o parceiro do centurião e ainda enfatizou a importância da fé.

AGORA IREMOS ENTRAR NOS TEXTOS QUE ANTES ERA USADO CONTRA OS HOMOSSEXUAIS, E TRAZE-LOS DENTRO DAS REGRAS DA HERMENÊUTICA E A EXEGESE

A tarefa da teologia inclusiva é mostrar, através de uma correta interpretação dos textos bíblicos, que a bíblia não condena a homossexualidade e que inclui a todos independente de orientação sexual
O evangelho da inclusão leva em consideração o maior mandamento que é amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Amar é acolher e não excluir
Deus ama os homossexuais. A própria palavra em João 3.16 mos revela que Deus enviou o seu único filho, Jesus para que todo aquele que Nele crê tenha a vida eterna. (todos os que crerem).
Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus. Desta forma não há Judeus nem Gregos, não a servo e nem livre, não a macho e nem fêmea, porque todos vós sois um em Cristo Jesus. (Gálatas 3.26e28).

A HERMENÊUTICA E A EXEGESE

A partir de determinadas regras da hermenêutica e da exegese, que são os parâmetros utilizados pelos teólogos para interpretarem a bíblia corretamente, é possível provar que nenhuma passagem bíblica condena os homossexuais.

As regras da hermenêutica e da exegese definidas pelos teólogos:

- A passagem bíblica deve ser vista e mantida dentro de seu próprio contexto.
- O texto bíblico deve ser comparado aos outros trechos em que aparece na bíblia, pois nenhum versículo pode ser interpretado isoladamente.
- A interpretação da bíblia deve ser feita considerando o contexto histórico-crítico e não fundamentalista.

É necessário entender que há uma grande perda do sentido original das palavras quando são traduzidas de uma língua para outra. Por exemplo, a palavra saudade, que tem seu significado compreendido por qualquer brasileiro, não existe em nenhuma outra língua. Dessa forma é traduzida para outros idiomas de forma reducionista, como sentir falta de algo ou alguém, contudo, a palavra saudade para os brasileiros tem um significado muito mais amplo do que este.

GENESIS

Não se sabe com certeza quem foi o autor de gênesis, mas acredita-se que como Moisés escreveu os outros quatros livros do Pentateuco poderia ter contribuído na autoria deste livro. É considerado o livro da origem por trazer relatos de como o mundo surgiu.
Existem duas histórias em Gênesis que são utilizadas pelos fundamentalistas religiosos como suposta condenação a homossexualidade. A primeira delas é a idéia que Deus criou o homem para a mulher, e a segunda esta no relato de Sodoma e Gomorra.
Na verdade é uma questão de interpretação. A teologia inclusiva consegue mostrar aos olhares mais desatentos, detalhes que nos revelam o que verdadeiramente as passagens de gênesis querem dizer.

ADÃO E EVA

Comumente vemos as pessoas, quando se referem à homossexualidade, afirmarem que: Deus criou Adão e Eva e não Adão e Ivo. Coloca assim, preto no branco, sem atentarem para uma reflexão mais profunda a respeito. Teologicamente podemos dizer que o sentido do nome Adão e Eva é uma geração. Isto quer dizer que Deus não criou apenas um homem e uma mulher, mas uma geração de pessoas. Se Adão e Eva significam uma geração, isto nos leva a pensar que Deus criou homens e mulheres com os mais variados tipos de orientação sexual. Deus é o pai da diversidade humana segundo o livro de Genesis
Muitos afirmam que se Deus concordassem com a homossexualidade, não teria feito homem e mulher, pois seria impossível a multiplicação da espécie.
Deus realmente criou homens e mulheres e ordenou aos mesmo que multiplicassem. Contudo, tal fato não serve como parâmetro de exclusão dos homossexuais. Pois nenhum momento verificou em Genesis uma proibição a homossexualidade, já que este termo inclusive nem é citado. Alguns teólogos apóiam-se em uma falácia lógica, na ignorância, que os que sustentam essa suposição apelam para o desconhecido, se baseiam em presunções sobre aquilo que não foi dito. Uma questão é esta que na época que esta passagem foi escrita era preciso procriação, para que os seres humanos povoassem o mundo. Mas hoje em dia a realidade é outra, temos um problema de superpopulação, e ainda nem todas as mulheres consegue contribuir a isso, pois nascem estéreis, ou com alguns problemas de saúde, e assim preferem não ter filhos.
Se fosse seguir o Genesis a risca do escrito, o preto no branco, hoje uma mulher casada que não quisesse ter filho, ou por ter algum problema de saúde ou por opção estaria agindo de maneira contrária a vontade do Genesis, e seus maridos conivente com elas, tanto, que algumas igrejas ainda enxergam desta maneira, proibindo seus membros ao uso de preservativos ou cirurgia para não se ter filhos.

SODOMA E GOMORRA

A historia de Sodoma e Gomorra mostra que a cidade havia deixado levar pela soberba, avareza. Deus enviou anjos à cidade para destrui-las, ao chegarem lá foram abordados pelos homens, (homens aqui aparece no sentido amplo da palavra, ou seja, os anjos foram cercados por todos os povos, incluindo homens, mulheres, crianças e idosos. Ao invés de acolherem os visitantes estrangeiros, os habitantes de Sodoma e gomorra quiseram abusar dos anjos, e qualquer tipo de abuso é por si só pecado. (gêneses 19; 4-5)
Para interpretar esta passagem das Escrituras Sagradas precisamos tomar como base a regra da exegese que diz que devemos comparar o texto com outras referencias em que o mesmo aparece. Ao ler os versículos bíblicos que fazem referencia a Sodoma e Gomorra, Amós 4;11 – Isaias 1;9-19 , 13.19 – Jeremias 49;18 – Lamentação 4;6 – Deuteronômio 29;22, 32;32 – Mateus 10;13-15 – Lucas 10 10-12. Em nenhum deles encontramos que o pecado de Sodoma e Gomorra tenha sido a homossexualidade, então se quisermos ser muito correto e usarmos a regras, ditas, jamais poderíamos usar este versículo fazendo alguma menção à homossexualidade. Com isso vemos que o pecado de Sodoma e Gomorra foi a iniqüidade, e não amparava o pobre e necessidade, e falta de hospitalidade.
Jesus Cristo conhecia muito bem a lei, pois a Bíblia conta que aos 12 anos Ele impressionava os doutores da lei com o seu conhecimento. O próprio Jesus conhecendo o contexto da história de Sodoma e Gomorra que era o de ter pecado por falta de hospitalidade para com os estrangeiros, ao enviar os seus obreiros para anunciarem a mensagem do Reino de Deus, sabiamente usou o exemplo de Sodoma e Gomorra como vemos no livro de Mateus no capitulo 10; 13-15.
Percebemos que não são os homossexuais que serão condenados. A condenação esta para todos os que excluem o estrangeiro por ser diferente. E aplicando esta mensagem para os dias de hoje podemos dizer que todos os que rejeitam os homossexuais por serem estes diferentes, estarão cometendo o pecado de Sodoma e Gomorra.

LEVÍTICOS

Levíticos foi escrito por Moisés e é parte da lei da antiga aliança dada no Sinai. No decorrer do livro são abordados temas como; a santidade, a presença Divina, e a expiação através do sacrifício. Devido a seu caráter ritualístico normativo é um grande desafio interpretar e decodificar as mensagens descritas no livro de leviticos; tarefa mais árdua é aplicar e contextualizar para os dias de hoje.
Se lermos leviticos 18; 19-25 e leviticos 20; 12-27, para entender precisaremos conhecer e entender o contexto histórico da época, como a palavra grega “toevah” . Devemos entender a passagem como um todo e não somente parte dela.
O livro de leviticos traz uma série de regras denominadas leis que são relativas a um conjunto de rituais que condicionavam as atividades sacerdotais dos levitas, proveniente da tribo de Levi, em que tinha a tarefa de cuidar do templo. Os capítulos 17 a 26 faziam parte de um documento denominado código de santidade que tentava condenar práticas comuns entre os cananitas, povo vizinho que adorava o deus Moleque, e a ele prestava rituais de idolatria. [Os conjuntos de leis descritas em leviticos serviram como modelos ritualísticos.] teólogos defendem que todo o livro de levíticos que se refira a ritual não deverá ser aplicado nos dias de hoje. O que as passagens de levíticos realmente estavam querendo dizer, é que o povo de Israel não deveria praticar os mesmos rituais que os cananitas.
A palavra traduzida aqui como abominação é no original grego “toevah”. A mesma é usada na bíblia no sentido de ritual, ou seja, quando a Bíblia diz; “com homem não se deitarás, como se fosse mulher, é abominação” e, “quando um homem se deitar com outro homem, como uma mulher, ambos fizeram abominação”, precisamos entender como; “com homem não te deitarás, como se fosse mulher, é ritual impuro”, “ quando também um homem se deitar com outro homem, como com mulher ambos fizeram um ritual impuro”.
Eram prática comum entre os cananitas prestarem cultos pagãos em adoração ao deus moleque, em que esses rituais envolviam sexo promiscuo entre homens. Era a idolatria, ritual impuro ou abominação, que Deus estava condenando. Em nenhum momento o livro de levítico condena a homossexualidade como conhecemos na atualidade, vivida com respeito, amor, compromisso, monogamia. Muitos homossexuais hoje em dia são cristãos e adoram apenas a um Deus, Jesus Cristo, formam família, adotam filhos.
A mensagem central do livro de levíticos 18 e 20 é; Deus abomina a idolatria e o sexo promíscuo prestado para adoração a deuses estranhos, portanto não podemos praticar este tipo de ritual.

DEUTERONÔMIO
Com exceção do último capítulo que foi escrito por Josué, o restante do livro de deuteronômio foi escrito por Moisés. O pano de fundo do livro se reflete aos fatos que antecederam a ida de Josué para a terra de Canaã. Constitui-se também como um conjunto de leis designadas aos judeus na época em que habitavam o deserto.
Deuteronômio revela; Não haverá prostituta dentre as filhas de Israel, nem haverá sodomita dentre os filhos de Israel. Não trará o salário da prostituta nem o aluguel do sodomita para a casa do Senhor teu Deus por qualquer voto, porque uma e outra coisa são igualmente abomináveis ao Senhor teu Deus. 23; 17-18.
Na passagem descrita, a palavra traduzida como prostituta é no original grego “qedesha”. Já a palavra traduzida como sodomita é no original grego “qedesh” que significa prostituto e é a versão masculina de “qedesha”.
Verificamos aqui um erro de tradução, porque se a primeira palavra foi traduzida como prostituta, a segunda que é uma versão masculina, deveria ter sido traduzida como prostituto, e não sodomita. (mesmo porque na época em que deuteronômio foi escrito não se tinha noção do que seria um sodomita. Esta é uma construção social que só foi inventada muitos séculos depois, na idade média)..
Para confirmar as diferenças de tradução basta fazer uma comparação de versões bíblicas distintas, algumas utilizam a palavra caos ao invés de sodomita.
Deuteronômio traz o mesmo contexto histórico observado em levíticos no que diz respeito aos rituais canaanitas. Podemos entender que Deus estava condenando os rituais pagãos de idolatria, e, os prostitutos cultuais, que eram o qedesh e qedesha.
Categoricamente Deus se recusa a aceitar ofertas provenientes de práticas de prostituição cultual. Essas prostitutas e prostitutos praticavam rituais pagãos e vendia os seus corpos como forma de buscar arrecadar oferenda para os deuses estranhos.
A passagem mostra que as praticas idólatras e de prostituição cultual não devem ser praticadas, e em nenhum momento o texto condena a homossexualidade.

ROMANOS

O livro de romanos foi escrito por Paulo, ele foi considerado o apóstolo dos gentios, pois se dedicou a pregar o evangelho para os não judeus.
O contexto histórico especifico da passagem de Romanos 1 apresenta um fato que merece ser ressaltado; a cultura religiosa romana era extremamente idólatra e Paulo precisava fortalecer a Igreja Cristã de Roma, para que a mesma não viesse a se desviar para caminhos tortuosos.
Os cristãos de Roma eram em sua grande maioria formados por gentios, mas havia alguns poucos judeus freqüentando a igreja de Roma. Paulo ficou em estado de perplexidade ao verificar que os romanos adoravam mais a criatura do que o criador, que adoravam adorar imagens em semelhança de homens, bem como de aves, quadrúpedes e répteis.
“E mudaram a glória de Deus incorruptível em semelhança da de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis... Pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador” (Romanos 1.23-25). Como forma de prestar cultos aos seus deuses, os cidadãos romanos praticavam sexo promíscuo no templo, homens com homens e mulheres com mulheres.
O que Paulo estava condenando aqui não era a homossexualidade em si. Contudo, assim como observamos nos casos de levíticos e deuteronômio, a abominação refere-se ao ritual religioso, a idolatria e ao sexo promíscuo praticado pelos romanos.
Continuemos a analisar a passagem bíblica de Romanos.
Pelo que Deus entregou a paixão infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural no que é contrario a natureza, semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamando em sua sensualidade uns para com os outros, varão com varão, COMETENDO torpeza e recebendo em si mesmos a devidas recompensa em seus erros. (Romanos 1.26).
A palavra traduzida no texto como COMETENDO é no original grego KAT-ERR-GOTZUMAI. O prefixo KAT indica esforço, trabalho, desse modo, podemos concluir que os homens e as mulheres, geralmente sacerdotes que praticavam os rituais pagãos ou prostitutos cultuais, precisavam imprimir um grande esforço e trabalho para poderem cometer o que a bíblia define como torpeza. Os homens e mulheres não praticavam de forma natural esse ritual, eles faziam por costume, imposição religiosa e ritualística, por isso precisava de muito esforço para cometer o que não lhes era natural.
Esse cidadões romanos era por naturezas heterossexuais, e, estavam forçando, indo contra o seu estado natural no momento que praticavam o ato homossexuais. O que o texto quer dizer é que o heterossexual não deverá mudar a sua natureza de heterossexual.
É importante atentar para o fato de que o homossexual tem a sua natureza de homossexual. No capitulo sobre o que a ciência diz a respeito da homossexualidade, verificamos que o cientistas são unânimes em afirmar que o homossexual o é por natureza.
A passagem de romanos brilhantemente revela que do mesmo modo como os heterossexuais não devem ser esforçar para ir contra o seu estado natural, os homossexuais não podem ir contra o seu estado natural de homossexual.
O homossexual deverá permanecer naturalmente homossexual, o heterossexual naturalmente heterossexual, pois segundo romanos nenhum indivíduo deve ir contra o seu estado natural.

CORÍNTIOS E TIMÓTEO

A epístola de coríntios foi escrita pelo apóstolo Paulo aos Coríntios. O contexto diz respeito a vários problemas que haviam surgido na igreja de coríntios.
Alguns teólogos afirmam que 1 coríntios é um tratado na distinção entre os problemas descritos em uma carta pela igreja em coríntios e questão relevantes que haviam sido relatadas ao apostolo Paulo.
Fundamentalistas usam erroneamente a passagem de 1 coríntios 6 9-10, na tentativa de condenar a homossexualidade, vejamos o que ela diz:
“Não sabeis que o ímpio não herdará o reino de Deus? Não vos iludais. Nenhum destes herdará o reino de Deus; o imoral, os idólatras, os adúlteros, os efeminados, os sodomitas, os ladrões, os gananciosos, os bêbados, os caluniadores nem os extorcionários herdarão o Reino de Deus.”
As palavras traduzidas pela versão brasileira João Ferreira de Almeida, como efeminado e sodomitas, são no original grego respectivamente, “malakoi e “arsenokoitai”.
A tradução literal para o termo malakoi é mole, mas alguns dicionários gregos o definem como moralmente fraco. Martinho Lutero, um dos maiores e mais conhecidos precursores do movimento protestante, traduziu malakoi como fraco em corpo mente e caráter.
Em Mateus 11.8 o termo malakoi é traduzido como fino. “Mas que foste ver? Um homem vestido em roupas finas? Mas o que vestem roupas finas vive no palácio do rei”. Não há sentido de usar nessa tradução a palavra afeminado, essa passagem não diz respeito aos homossexuais. Além do mais o ser afeminado não é característica de todos os homossexuais, muitos gays são masculinos, bem como há heterossexuais afeminados.
Não existe relação entre o ser afeminado e a salvação. Observe que a passagem de coríntios 6 nos revela atos moralmente errados, como: roubos, ganância, imoralidade, calúnia e relaciona os mesmos com a salvação, mas, ser afeminado não é um ato moralmente errado, pois moral diz respeito à ética, ao caráter, e o indivíduo afeminado poderá ser altamente ético, desde que respeito o próximo, seja um cidadão de bem e que contribua com a sociedade.
A palavra “arsenokoitai” foi utilizada pelo apostolo Paulo apenas duas vezes na bíblia, e devido a este fato alguns tradutores têm dificuldade em encontrar o sentido real da palavras.
Muitos teólogos acreditam que esse termo perdeu o seu significado no decorrer do processo bíblico. O fato é que ao lermos diferentes versão bíblicas não encontramos um consenso no que diz respeito à tradução correta para arsenokotai . Para se ter uma idéia, a bíblia de Jerusalém traz a passagem de 1 Coríntios 6; 9-10 da seguinte maneira:
“não sabeis que o ímpio não herdará o Reino de Deus? Não vos iludais. Nenhum destes herdará o Reino de Deus; o imoral, os idólatras, os adúlteros, nem os depravados, nem os homens de costume infames, os ladrões, os gananciosos, os bêbados, os caluniadores nem os extorsionários herdarão o Reino de Deus”.
Algumas traduções com a linguagem de hoje foge extremamente do contexto original, traduz malakoi e arsenokoitai como homossexuais ativos e passivos. É o cúmulo do erro e da enganação, completa irresponsabilidade daqueles que não estão comprometidos com a verdade descrita na Palavra de Deus e se comprometem apenas com uma tradição dogmática e religiosa.
A passagem de 1 Coríntios 6 foi escrita nos anos 55 depois de Cristo, e, o termo sodomita só passou a existir milhares de anos depois na idade média, já a concepção de passivo e ativo é remota a sociedade atual.
O apostolo Paulo não tinha noção do que viria a seu um sodomita, nem muito menos um homossexual ativo e passivo, e por este motivo, não poderia ter usados esses termos.
Embora entendemos que se Paulo quisessem condenar a homossexualidade, como ele fez com os imorais, idolatras, adúlteros, depravados, bêbados e gananciosos poderia usar uma palavra que ele conhecia muito bem que era de sua própria língua, e já existia, que é. " pederastia", mas ele não usou pois realmente não era o que ele queria dizer.
O segundo momento em encontramos a palavra arsenokoitai é em 1 Timóteo, “impuros, sodomitas (arsenoikotai), raptores de homens, mentirosos, perjuros e para tudo quanto se opõe a sã doutrina”,(1,10)
O autor da carta de 1 Timóteo foi o apostolo Paulo, escrita provavelmente durante a sua quarta viagem missionária, é dirigida ao jovem Timóteo, com o intuito de que ele pudesse se prevenir contra as práticas das religiões pagãs da época, em que aborda tema de organização da igreja e a sã doutrina.
O termo arsenokoitai, é um derivados de duas palavras gregas, ARSER, que significa homem no sentido amplo da palavra, ou seja, refere-se a homem e mulher, e, KOITAI, que significa literalmente cama ou coito. Na época de reforma protestante essa palavra havia sido traduzida como masturbação.
A palavra arsenokoitai, seria mais bem compreendida se atentarmos para o contesto bíblico da passagem de 1 Coríntios 6. Os habitantes de Coríntios eram demasiadamente idólatras, existiam tantos deuses que a quantidade destes superava a de cidadão. Os rito religiosos da época eram extremamente pagãos, sacerdote e sacerdotisas, homens e mulheres, costumavam praticar cerimônias religiosas em forma de rituais que envolviam sexo promíscuo, não apenas homossexual mas também heterossexual. A palavra de Paulo servia para alertar a igreja com Coríntios e o jovem Timóteo. O sentido da palavra arsenokoitai, tanto em coríntios, bem como em Timóteo, não se refere à homossexualidade, na verdade é uma condenação aos atos que envolviam sexo ritual, heterossexual e homossexual, promíscuo, pagão e idólatra, praticados pelo povos não cristão.

LIVRO DE JUDAS

O autor desta epístola foi Judas, não o que traiu Jesus, mas, aquele que era irmão de Tiago, discípulo de Jesus.
A carta reflete as características do cristianismo judaico. No livro de Judas, versículo sete, aparece à única conexão entre a atividade Sexual de Sodoma e Gomorra e sua condenação. Vejamos o que diz o versículo bíblico;
“Como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que se havendo entregado a prostituição como aqueles, seguindo após outra carne, se posta para exemplo de fogo eterno, sofrendo punição” Judas 7.
Os fundamentalistas religiosos afirmam que esta passagem se refere à condenação dos homossexuais ao fogo eterno. Todavia , estão errados, não é isto que o texto quer dizer, a interpretação correta nos mostra que os que irão para o fogo eterno são todos aqueles que praticam a prostituição, imoralidade, perversão, abuso, pois em nenhum momento cita a homossexualidade.
O texto diz seguindo após outra carne; algumas traduções dizem, seguindo atrás de uma outra carne estranha, contudo, os homossexuais não buscam uma outra carne, eles procuram a mesma carne, ou seja uma pessoa do mesmo sexo.
Há teólogos que falam desta passagem a respeito do adultério, pois que deixa a sua esposa ou esposo, sua mesma carne e vai buscar uma outra pessoa para cometer imoralidade, e ainda tem teólogos que fazem menção à outra carne, a idéia dos povos daquela cidade querer praticar imoralidades com anjos.

A LEI E A GRAÇA

Existe muita coisa na lei que não aplicamos nos dias de hoje, por exemplo, a lei dizia em levíticos 18;19 que o homem não podia manter relações sexuais com a mulher quando a mesma estivesse menstruada. Levíticos 21; 16-20 declara que uma pessoa com defeito físico não pode se aproximar do altar de Deus. Levíticos 25.44 declara que se podem possuir escravos ou escravas desde que tenham sido comprados em um dos países vizinhos.
As condenação para quem praticava abominações e desobedeciam às leis descritas em Levíticos eram geralmente de morte e apedrejamento, por exemplo, se um homem se deitar com a nora ambos deveriam ser mortos, se irmãos ou meio irmãos conhecessem a nudez um do outro deveriam ser eliminados na frente de todo o povo, e os feiticeiros deveriam ser apedrejados até a morte. Vejamos que Paulo nos fala no livro de Gálatas;
“Todos quantos, pois são das obras da lei estão debaixo de maldição, porque esta escrito; Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas escritas no livro da lei, para praticá-las. É evidente que, pela lei, ninguém é justificado diante de Deus, porque o justo viverá pela fé”, 3;10-11).
Religiosos decidem sustentar algumas passagens isoladas, geralmente as que supostamente condenariam os homossexuais, e deixam outras de lado, perpetuam e defendem parte da lei, mas não ela toda.
O novo testamento nos trás a novidades de que vivemos em tempo da graça, e não da lei. Nossa salvação não virá por obras, mas por intermédio de Jesus. “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé, e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie”, Efésios 2.8-9).
Nenhum ser humano merece ser salvo, todos pecamos, mas, através da fé em Jesus somos novamente religado a Deus.
Existem 613 leis no Pentateuco e todas elas foram resumidas por Jesus Cristo em um único mandamento que é amar a Deus a cima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Se quisermos seguir a lei, devemos obedecer toda ela e não apenas uma parte. A antiga aliança descrita em levíticos é a lei, e foi abolida;
“Agora, como efeito, obteve Jesus ministério tanto mais excelente, quanto é Ele também Mediador de superior aliança instituída com base em superiores promessas. Porque se aquela primeira aliança tivesse sido sem defeito, de maneira alguma estaria sendo buscado lugar para uma segunda... Quando ele diz nova, torna antiquada a primeira. Ora, aquilo que se torna antiquado e envelhecido está prestes a desaparecer”, Hebreus 8;6-13.
Deus sabia que os homens não conseguiram cumprir toda a lei e por isso enviou Cristo, que inaugurou a nova aliança, o tempo de graça, que significa favor não merecido. Somos salvos pela graça e pela fé em Jesus, e esta promessa é para todos sem distinção de cor, idade, sexo ou orientação sexual.

texto tirado do livro Cristianismo e Homossexualismo
autor. Bruno Lima - Pastor e Sociólogo

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Eunucos



Deus fez a diferença dos sexos certamente para a procriação. Mas, qual a resposta atualmente a qualquer casal cristão que deseja não ter filhos? Certamente ao de poderem realizar o controle de natalidade e se esquivarem de deixarem prole.

Veja o que disse o Senhor Jesus quando foi perguntado sobre casamento e divórcio. “Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez. Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne?” (Mateus 19, 4-5)

O mais surpreendente ficou registrado na passagem a seguir: “Ele, porém, lhes disse: Nem todos podem receber esta Palavra, mas só aqueles a quem foi concedido. Porque há eunucos que assim nasceram do ventre da mãe; e há eunucos que foram castrados pelos homens; e há eunucos que se castraram a si mesmos, por causa do Reino dos Céus. Quem pode receber isto, receba-o.” (Mateus 19, 11-12)

Quem são estes “eunucos que assim nasceram do ventre da mãe”? Será que o Senhor Jesus não estava se referindo aos homossexuais? Podemos afirmar que Jesus falou: “Sei que nem todos poderão receber esta Palavra, mas na Nova Aliança existe e existirá sim os homossexuais que não se inserem neste plano de casamento de macho e fêmea ou de homem e mulher. Receba esta palavra quem puder.”

Estudando a terminologia “eunuco” na história do Antigo e do Novo Testamento, vemos que o uso da palavra eunuco era tanto para os homens castrados como para os homossexuais.

Nos filmes de época são os eunucos que cuidam de toda a beleza da realeza e das mulheres da Corte. Grande parte não eram os castrados, mas sim, aqueles gays mais extravagantes da história que até hoje contribuem para a beleza do mundo no universo feminino. Estes são os melhores estilistas, os melhores profissionais de estética e beleza e etc.

E por falar em beleza, foi o belo eunuco Bagoas quem rouba a cena na história do imperador "Alexandre, o Grande" como seu amor. Na Bíblia, encontramos diversas referências que falam dos eunucos. Dentre elas, em Atos, quando Filipe foi enviado pelo Espírito Santo a pregar e falar das Escrituras a um eunuco, alto funcionário de Candace, Rainha dos Etíopes. “E, indo eles caminhando, chegaram ao pé de alguma água, e disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que eu seja batizado?” (Atos 8, 36)

Rei Davi e Jonatas


“Angustiado estou por ti, meu irmão Jônatas; muito querido me eras! Maravilhoso me era o teu amor, ultrapassando o amor de mulheres.” (2 Samuel 1, 26).

Muito bom saber que Davi era um homem segundo o coração de Deus. “Achei a Davi, filho de Jessé, homem conforme o meu coração...” (Atos 13, 22b).

Melhor ainda saber que foi deste mesmo homem, segundo o coração de Deus, que aconteceu um relacionamento intenso de amor e fidelidade. Todavia, não foi um relacionamento entre um homem e uma mulher. Esta é a história de Jônatas, um príncipe que desistiu de ser rei sobre Israel para que o amor da sua vida Davi reinasse em seu lugar. Mesmo sendo o sucessor na linhagem real de Israel, decidiu passar o reino para o seu amor e com ele desejar ser o segundo (1 Samuel 13, 17) . Esta é uma história que inspira auto-aceitação aos homossexuais por poderem visualizar a sua inserção em um dos contextos bíblicos mais belos das Escrituras Sagradas e da história da humanidade.

O tempo em que sucede a história era uma época em que as mulheres não tinham o seu devido valor. Eram tratadas, na sua maioria, como uma simples mercadoria. Naqueles tempos, as mulheres eram vendidas no mercado e tinham o seu valor auferido de acordo com quesitos como: virgindade, habilidades domésticas, dentição... Mais ainda, naqueles tempos, havia um tom de nobreza o relacionamento íntimo entre dois homens.

Líderes cristãos, com fim de tentar desvirtuar o real sentido desta história, costumam dizer falsas argumentações, para que os seus seguidores pensem que esta passagem fala apenas do amor “fileo” que significa “amor de amizade” no idioma grego. Sinceramente, nunca vi um homem que tivesse apenas amizade por outro homem dizer tais declarações, ter encontros de amor a ponto da alma de um se juntar ao de outro, de se encontrarem escondido, se abraçando, chorando e se beijando. Leia toda a história e aponte-me apenas um rapaz heterossexual no planeta que faça coisas deste tipo com um outro amigo heterossexual, apenas por questão de pura amizade entre amigos.

Além disto, é importante ressaltar, que somente no idioma grego há distinção das três formas de significação do amor e não no hebraico, que foi exatamente o idioma em que foi primeiramente narrada esta história. No grego, há o amor “fileo” – amizade; o amor “eros” – amor sexual e o amor “ágape” - a expressão máxima de amor como doação completa que se refere ao amor de Deus pela humanidade. O Antigo Testamento foi escrito em quase toda a sua totalidade no hebraico e algumas partes em aramaico. Nestes dois últimos idiomas a palavra “amor” é “amor” e “ponto final”.

Jônatas era príncipe, filho do Rei Saul, que naquela época reinava sobre Israel. Davi um dos homens mais belos do reino (1 Samuel 16, 12). Toda história gira em torno de um romance, de uma aliança, de um pacto de amor e fidelidade (1 Samuel 18,1-5). Uma história com direito a encontros secretos (1 Samuel 20, 1-23.35-42). Há muita emoção e paixão nas lágrimas, abraços e beijos (1 Samuel 20, 41). Momentos na vida do príncipe Jônatas de tanta angústia pela situação que Davi se encontrava em virtude do ódio de seu pai pelo mesmo que se recusa a comer (1 Samuel 20, 32-34). O pacto de amor foi tão forte que perdurou inclusive após a morte de Jônatas (1 Samuel 20, 12-17.42). Leia todos os capítulos que narram a história na Bíblia. Aqui destacamos algumas partes:

“E sucedeu que, acabando ele de falar com Saul, a alma de Jônatas se ligou com a alma de Davi; e Jônatas o amou, como à sua própria alma. E Jônatas e Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava como à sua própria alma. E Jônatas se despojou da capa que trazia sobre si, e a deu a Davi, como também as suas vestes, até a sua espada, e o seu arco, e o seu cinto.” (1 Samuel 18, 1.3-4).

“E Jônatas fez jurar a Davi de novo, porquanto o amava; porque o amava com todo o amor da sua alma”.(1 Samuel 20, 17)
“E quanto ao negócio de que eu e tu falamos, eis que o Senhor está entre mim e ti eternamente”. (1 Samuel 20, 23)
“E, indo-se o moço, levantou-se Davi do lado do sul, e lançou-se sobre o seu rosto em terra, e inclinou-se três vezes; e beijaram-se um ao outro, e choraram juntos, mas Davi chorou muito mais. E disse Jônatas a Davi: Vai-te em paz; o que nós temos jurado ambos em nome do Senhor, dizendo: O Senhor seja entre mim e ti, e entre a minha descendência e a tua descendência, seja perpetuamente.” (1 Samuel 20, 41-42).
“Angustiado estou por ti, meu irmão Jônatas; muito querido me eras! Maravilhoso me era o teu amor, ultrapassando o amor de mulheres.” (2 Samuel 1, 26).

terça-feira, 7 de julho de 2009

Racismo em nome de Deus



Onde a igreja se apegava, para fortificar seus preconceito contra os negros.
Muito triste isso, mas já passou.....

A MALDIÇÃO DE CAM
A maldição é usada especialmente em dois momentos no livro de Gênesis, os quais usam para referir erradamente à cor preta, primeiramente para os descendentes de Caim:
“ O SENHOR, porém, disse-lhe: Portanto qualquer que matar a Caim, sete vezes será castigado. E pôs o SENHOR um sinal em Caim, para que o não ferisse qualquer que o achasse.” (Gênesis 4:15)
E em relação à Canaã, o filho de Cam:
“E começou Noé a cultivar a terra e plantou uma vinha.
Bebeu do vinho, e embriagou-se; e achava-se nu dentro da sua tenda.
E Cão, pai de Canaã, viu a nudez de seu pai, e o contou a seus dois irmãos que estavam fora.
Então tomaram Sem e Jafé uma capa, e puseram-na sobre os seus ombros, e andando virados para trás, cobriram a nudez de seu pai, tendo os rostos virados, de maneira que não viram a nudez de seu pai.
Despertado que foi Noé do seu vinho, soube o que seu filho mais moço lhe fizera; e disse: Maldito seja Canaã; servo dos servos será de seus irmãos.
Disse mais: Bendito seja o Senhor, o Deus de Sem; e seja-lhe Canaã por servo.
Alargue Deus a Jafé, e habite Jafé nas tendas de Sem; e seja-lhe Canaã por servo.” (Gênesis 9:20-27)
Esses textos, especialmente o segundo, serviram para corroborar a escravidão de africanos, numa mutilação e deturpação dos escritos bíblicos. Tenho afirmado constantemente que os atores e atrizes do Primeiro Testamento e também os espaços geográficos dos eventos citados ocorreram em terras afro-asiáticas, sendo impossível a presença de civilizações brancas participantes de tais fatos. Dessa maneira, o assevero que historicamente e arqueologicamente a marca de cor preta como maldição é deveras impossível, sendo mais uma mentira dos caucasianos
"Presta bem atenção, pois é longe de ser uma brincadeira. Alguns dizem "ele viu seu pai nu", tem que entender que ele cometeu um ato de homossexualidade com Ele. Outros dizem que Cam copulou com animais na arca e é por esta razão que ele ficou preto e maldito. É dito também que Deus, tendo dito que amaldiçoaria mais seus filhos, só lhe restavam os netos para amaldiçoar. Para a Bíblia de Chouraqui, Cam viu o sexo do seu pai e "o Deus dos abençoados Israel abominava a falta de pudor acima de tudo". Robert Graves e Raphaël Pataï (ref. "Les mythes hébreux (= Os mitos hebreus)", Fayard, 1987, P. 129-134) acrescentam que de fato Canaã emasculou seu avô com uma corda debaixo da tenda e Cam vendo isto riu. Mas eles lembram que também existe uma versão que diz que é o Cam mesmo que procedeu a esta emasculação. O dicionário enciclopédico do judaísmo revela que Cam teria estuprado sua mãe e concebido assim Canaã. Isto não é tudo. Para o Rabino Rachi, é o Canaã que viu primeiro seu pai nu (ref. "Le commentaire de Rachi sur le pentateuque (= O comentário de Rachi sobre o "pentateuque")", livro de Keren Hasefer). Está vendo, nadamos em um mar de baixarias."

Há muitas versões dos textos de Gênesis e com certeza já comprovada manipulações de traduções. Onde estão os textos originais? Quem manipulou e modificou os textos copiados? Quais foram e são os interesses de exegeses forçadas e hermenêuticas anti-preto?


A IGREJA CATÓLICA E A MALDIÇÃO DE CAM
A igreja Católica Apostólica Romana vai corroborar a maldição de Cam em acordos políticos, bulas papais, práticas escravocratas como o tráfico, catequese, na beatificação de pessoas que tiveram visões imbuídas de racismo.
"A alma do negro africano regenerada pelo batismo não estava mais cativa, ela se libertava do poder do diabo que governa as religiões na África, o escravo no Brasil devia preservar essa liberdade da alma, para não cair sob o domínio dos poderes malignos do seu continente de origem.
O que se deu na verdade, segundo o entendimento da época, foi o predomínio da idéia de que era preferível a esses grupos humanos viveram como escravos numa cultura cristã, a viverem na barbárie do estado tribal, praticando o animismo, a idolatria e o politeísmo, com a observância de práticas de sacrifícios humanos, com guerras tribais sangrentas e, principalmente, com a escravidão vigorando entre os próprios nativos da África e também pelas mãos dos comerciantes muçulmanos!

O papa Nicolau V, no dia 8 de janeiro de 1455, promulgou a Bula Romanus Pontifex, que, entre outras aberrações, afirma que: “Nós (...) concedemos livre e ampla licença ao rei Afonso para invadir, perseguir, capturar, derrotar e submeter todos os sarracenos e quaisquer pagãos e outros inimigos de Cristo onde quer que estejam seus reinos (...) e propriedade, e reduzi-los à escravidão perpétua e tomar para si seus sucessores seus reinos (...) e propriedades”.
Na apresentação do combonianos, o padre Isaías Rocha incorre na idéia de maldição:

PADRE VIEIRA
O Padre Antônio Vieira em seus Sermões (XI e XXVII), afirma que:
-"A África é o inferno de onde Deus se digna retirar os condenados para, pelo purgatório da escravidão nas Américas, finalmente alcançarem o paraíso".
“É melhor ser escravo no Brasil e salvar sua alma do que viver livre na África e perdê-la? "

O RACISMO DE ANNE CATHERINE EMMERICH
A religiosa agostiniana, Anne Catherine Emmerich estigmática e extática nasceu em 8 de setembro de 1774 em Flamsche, perto de Coesfeld na Diocese de Munster, em Westphalia, Alemanha, e morreu em 9 de fevereiro de 1824 em Dulmen. Suas visões estão descritas nos livros “A Dolorosa Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo de acordo com as Meditações de Anne Catherine Emmerich”, “A Vida da Santíssima Virgem Maria” e “A Vida de Nosso Senhor”.
As visões de Anne são contestadas de veracidade por alguns católicos e combatidas por causa do racismo contra pretos e também pelo anti-semitismo. No que tange a população preta ela diz em suas visões que o povo preto tem a marca da maldição oriunda de Caim e que é um povo degradado, almadiçoado e nas suas visões também vê o diabo de cor preta e odioso. Visões estas que ela diz ter recebido do próprio Senhor Jesus Cristo e os católicos a beatificaram. A invenção da maldição de Cam tem sido contestada até no blogger dos ateus e os mesmos acusam Deus por culpa dos racistas:
"É bom lembrar que a maldição de Canaã também foi utilizada para justificar a escravidão. Muitos líderes religiosos, como os clérigos Robert Jamieson, A. R. Fausset e David Brown, em seus comentários bíblicos asseveram:
“Maldito seja Canaã, (Gênesis 9:25) esta maldição se tem cumprido na (…) escravização dos africanos, os descendentes de Cão.” — Comentário, Crítico e Explicativo, de Toda a Bíblia.
Afirmava-se que não só a escravização dos negros cumpria tal maldição bíblica, mas que sua cor preta também. Assim, muitos brancos foram levados a presumir que os negros são inferiores, e que Deus propôs que fossem servos dos brancos. Até mesmo há uns cem anos atrás a Igreja Católica detinha o conceito de que os negros foram amaldiçoados por Deus. Maxwell explica que este conceito “aparentemente sobreviveu até 1873, quando o Papa Pio IX associou uma indulgência à oração em favor dos “desgraçados etíopes da África Central, para que o Deus Todo-poderoso remova inteiramente a maldição de Cam de seus corações””.
Todavia, a mais de 1.500 anos antes de Cristo, os rabinos judeus já ensinavam uma estória sobre a origem da pele negra. Afirma a Encyclopædia Judaica que “Cus (nome estranho), o descendente de Cam, tem pele negra como castigo por Cam ter tido relações sexuais na arca”. “Estórias” similares foram propagadas nos tempos modernos. Os defensores da escravidão, tais como John Fletcher, de Luisiana - EUA, por exemplo, ensinavam que o pecado que motivou a maldição de Noé fora o casamento inter-racial. Afirmava que Caim fora assolado com a pele negra por matar seu irmão, Abel, e que Cam pecara por se casar com alguém da raça de Caim. É digno de nota também que Nathan Lord, presidente da Faculdade Dartmouth no último século, atribuiu também a maldição de Noé sobre Canaã parcialmente ao “casamento “misto proibido de Cam com a raça previamente iníqua e amaldiçoada de Caim”. Hoje em dia ainda há igrejas que defendem estas interpretações, embora não defendam mais a escravidão.
Bem, é isso aí. De um simples porre, como muitos por aí tomam todos os dias, surgiu uma contenda eterna entre dois povos e se justificou séculos de submissão de uma etnia. Coisas da fé. E nada de Deus".

A MALDIÇÃO DE CAM NO PROTESTANTISMO
A Historiadora Elizete da Silva em - Visões Protestantes Sobre a Escravidão - escreveu:
“O fundamentalismo das denominações protestantes dos EUA se transformou em terreno fértil para justificativas da escravidão, que buscavam embasamento doutrinário para apaziguar a consciência dos escravocratas do sul. Citando a história de Noé, identificavam a maldição de Cam, por ter surpreendido o patriarca nu e embriagado, como a maldição dos negros. “Os Teólogos racistas acrescentaram que os negros descendem de Cam e, portanto estão condenados à servidão e à escravidão permanentes. Juan Bautista Casas, sacerdote espanhol alegava em 1869 que a raça negra sofre da maldição narrada no Pentateuco e que a sua inferioridade se perpetuava através de séculos.”
As Igrejas Protestantes através da história foram às grandes defensoras da idéia da maldição de Cam.
Hernani Francisco da Silva escreveu:
“Não foram só os Anglicanos coniventes com a escravidão negra no Brasil. Outras igrejas históricas também participaram dela. Os primeiros colonos batistas eram favoráveis e foram proprietários de escravos. Em Santa Bárbara D’Oeste, primeiro núcleo batista, o trabalho escravo existiu como mão-de-obra usada na agricultura e em tarefas domésticas. Os colonos batistas eram senhores de escravos, a exemplo da Senhora Ellis, dona de um sítio e que providenciara hospedagem nos primeiros meses ao casal de missionários W. Bagby, fundador da Primeira Igreja Batista do Brasil. Os metodistas, defensores dos direitos humanos e da abolição do escravismo na Inglaterra e nos EUA, ao chegarem ao Brasil acomodaram-se ao ambiente escravista e quase nada fizeram com repercussão pública, em favor dos escravos. Conforme um estudo sobre o metodismo brasileiro durante o período que antecedeu, ou mesmo depois da "libertação dos escravos," a Igreja Metodista jamais chegou a defender oficialmente sua posição em relação à escravidão no Brasil. Os primeiros Presbiterianos, também sulistas, conservaram-se por muito tempo fiel à lembrança de sua causa nacional, um destes missionários presbiteriano sulista se havia conservado tão firme em suas convicções que, quando em 1886 o presbiteriano Eduardo Carlos Pereira publicou uma brochura em favor da abolição da escravatura, ele escreveu um verdadeiro tratado anti-abolicionista. Dos luteranos sabemos que os primeiros escravos negros da Colônia Alemã Protestante de Três Forquilhas entraram por volta de 1846, por iniciativa do pastor Carlos Leopoldo Voges. Outros colonos protestantes copiaram seu exemplo (Mittmann, Hoffmann, König, Grassmann, Kellermann, Jacoby, Schmitt e outros) “


A CANÃA BRANCA

O protestantismo quando chegou nas 13 colônias da América trazido por colonos ingleses, conhecidos como puritanos, praticantes de uma interpretação literal da Bíblia, se consideravam o “O Novo Israel de Deus", “Os Eleitos" e “diziam” possuir toda a autoridade para interpretar os textos bíblicos e vivê-los literalmente na “Terra dada por Deus”, também se consideravam expulsos da Inglaterra, governada pelo faraó, o rei inglês, e atravessaram o Mar Vermelho, nome que deram ao Oceano Atlântico, e viram os povos nativos, os aldeões coletores como as nações de Canaã que deviam ser destruídos para que eles tomassem posse da Terra Prometida. Essa mesma visão puritana veio com os missionários norte-americanos para o Brasil e se tornou o arcabouço das igrejas evangélicas no Brasil.

Os puritanos se consideravam através de seus seguimentos pelo planeta como os herdeiros de Deus e donos do mundo,torna-se interessante o texto abaixo e as interpretações dos Puritanos abalizando o direito de escravizar os africanos.
"E quanto a teu escravo ou a tua escrava que tiveres, serão das gentes que estão ao redor de vós; deles comprareis escravos e escravas.
Também os comprareis dos filhos dos forasteiros que peregrinam entre vós, deles e das suas gerações que estiverem convosco, que tiverem gerado na vossa terra; e vos serão por possessão perpetuamente os farei servir" – (Levítico- 25: 44-46).
A falsa interpretação teológica dos puritanos dos textos bíblicos foi usada como certidão de posse do planeta e de seus habitantes. Dentro do protestantismo especialmente o Reformado no final do culto o pastor abençoa a comunidade e ouvi diversas vezes as seguintes palavras:
- O amor de Deus Pai, a Graça de Deus Filho e as Consolações do Deus Espírito Santo, sejam com todos vós e com todo o Israel de Deus espalhado pela face da terra.
A idéia do “Novo Israel” é uma prática puritana de interpretação bíblica e sê-lo é deter uma nova Canaã literalmente falando, sendo assim, os puritanos se sentiam abençoados e cumprindo a vontade divina, só que este Novo Israel era habitado nas Américas, Oceania e na África por populações pretas as quais foram condenadas a uma vida de inferno. A escravidão tornou-se um decreto divino, porque os puritanos brancos se consideram predestinados a herdarem a terra, sendo formulada uma proposta terrena de uma Nova Canaã Branca e protestante, impondo as suas filosofias deformadas e praticas racistas pelas elites no poder e repetidas pela população branca e pobre, conseguintemente na iconografia religiosa, nas teologias, na estética, nos meios de comunicação, na relação capital X trabalho, nos livros didáticos, e especialmente no poder político que afeta o direito a vida e do bem comum dos africanos e seus descendentes.

As graves conseqüências da “idéia de um novo Israel branco e Puritano”, além da pilhagem, exploração e escravidão fizeram com que surgissem as maiores aberrações raciais nos Estados Unidos da América e na África do Sul, legislações baseadas na idéia de uma “Nova Canaã Branca”

O Senhor não predestinou nenhuma pessoa, seres originais criados a imagem e semelhança Dele, para ser escravizada por qualquer uma outra pessoa. (Mesma que esta pessoa não tenha os detalhes que, a maioria acha necessário para viver merecedor e totalmente salvo em Cristo).
Os praticantes da escravidão violaram todos os mandamentos divinos e rasgaram o Sermão do Monte e literalmente prestarão contas dos seus atos no dia do Juízo Final, porque usaram o nome do Eterno para invadir, seqüestrar, escravizar e matar os seres originais e continuam afastados do evangelho. Todos os povos têm a promessa do Reino de Deus conforme as palavras de Yeshua no Sermão do Monte:
"Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados." Mateus 5:10.

CONCLUSÃO
A ingenuidade, a colonização mental e espiritual, os livros didáticos, o desconhecimento do afrocentrismo, os seminários e teologias mal formuladas aliadas aos interesses econômicos, sociais e políticos fazem com que a população preta acredite em pastores e padres mal informados ou mal intencionados. Torna- se- á necessário desmitificar essas mentiras que pairam nas mentes da população preta. O povo preto nunca foi amaldiçoado. Basta de mentiras! Foi todo um processo planejado nas catedrais, nos concílios, no desejo de poder das igrejas católicas e protestantes e suas alianças com potências caucasianas, nas invasões através do mercantilismo, da escravidão, do colonialismo, do neocolonialismo, no capitalismo para roubar o continente africano e escravizar os seus filhos e filhas, atualmente tentando mantê-los desinformados e alheios da real liberdade com estigmas de amaldiçoados.
A população preta civilizou o planeta, criou todas as ciências e grandes religiões, por isso o ódio e a inveja dos africanos e seus descendentes, tentam fazer da criação de Deus, uma caricatura pela mentira. Temos que reagir, não se pode aceitar a distorção histórica e bíblica, é necessário perfazer os ensinamentos maldosos e distorcidos.
O povo preto é abençoado e nele não paira nenhuma maldição. Quando Javé terminou a sua obra e fez o homem da lama disse:
Gênesis 1:27 - “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.”
Gênesis 1:31 - “Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. Houve tarde e manhã, o sexto dia.”


“A injustiça em qualquer lugar é uma ameaça para a justiça em todos os lugares. Estamos presos numa rede de reciprocidade, da qual não se pode escapar, ligados por um mesmo e único destino.”
Martin Luther King Jr.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Cérebro de homossexuais se assemelha com o do sexo oposto, conclui perquisa.



A discussão sobre a natureza da homossexualidade mobiliza a psicologia e outros campos da ciência. Seria ela determinada por fatores biológicos ou culturais? Até meados do século XX não havia muitas dúvidas sobre a questão. O homossexualismo era catalogado pela Organização Mundial de Saúde como distúrbio mental e a culpa quase sempre recaía sobre a educação recebida dos pais. Freud considerava a homossexualidade uma forma de retardo no desenvolvimento do indivíduo, causado por um pai ausente ou por uma mãe super protetora.

Os estudos mais recentes indicam que, embora as experiências de vida possam concorrer para que alguém se torne homossexual, os fatores biológicos, decididamente, têm um papel nesse processo. Uma pesquisa divulgada na semana passada, feita pelo Stockolm Brain Institute, do Instituto Karolinska, na Suécia, foi recebida pelo meio científico como a prova mais consistente até hoje do peso do fator biológico na homossexualidade.

A conclusão da pesquisa mostra que o cérebro de pessoas homossexuais se assemelha mais ao de indivíduos do sexo oposto do que ao de heterossexuais do mesmo sexo.
Na pesquisa, noventa voluntários foram submetidos a exames de tomografia e ressonância magnética no cérebro.

Os cientistas viram que tanto homens heterossexuais quanto mulheres homossexuais apresentam uma assimetria: o hemisfério cerebral direito é um pouco maior que o esquerdo. Entre homens homossexuais e mulheres heterossexuais, por outro lado, o volume dos dois hemisférios é equivalente.

As imagens mais eloqüentes da pesquisa foram obtidas ao se observar as conexões das amígdalas cerebrais. Homens gays e mulheres heterossexuais apresentam mais conexões neuronais na amígdala esquerda, enquanto em lésbicas e homens heterossexuais elas predominam na amígdala direita. "É provável que essas diferenças se estabeleçam ainda no útero ou muito cedo na infância", afirma a coordenadora do estudo, a sueca Ivanka Savic.

A relevância da pesquisa sueca é reforçada pelo fato de as imagens terem sido captadas com o cérebro dos voluntários em repouso, ou seja, sem o estímulo de imagens sugestivas ou de tarefas mentais a ser realizadas, como ocorre na maioria dos trabalhos desse tipo.

Estudos anteriores já haviam demonstrado similaridades entre homossexuais e heterossexuais do sexo oposto. Homens homossexuais e mulheres heterossexuais têm, estatisticamente, desempenho inferior em tarefas de orientação e navegação. Essa função é processada primariamente pelo lobo parietal direito, mais desenvolvido nos homens do que nas mulheres.

Por outro lado, mulheres heterossexuais e homens homossexuais costumam sobressair nos testes verbais, o que pode ser explicado pela maior simetria dos circuitos da linguagem no cérebro feminino. Ou seja, elas utilizam os dois lados do cérebro para executar uma tarefa que os homens concentram apenas no hemisfério esquerdo. As pesquisas que chegaram a essas conclusões, no entanto, não tinham como afirmar se as diferentes formas de reagir dos cérebros homo e heterossexual se deviam a razões biológicas ou resultavam da aprendizagem. O estudo do Instituto Karolinska joga a favor da primeira alternativa.

Pesquisas que atribuem origens biológicas ao homossexualismo costumam causar controvérsia entre pessoas que se relacionam com o mesmo sexo. Parte da comunidade gay avalia que elas são positivas porque mostram que o homossexualismo é uma característica inata, tanto quanto a cor dos olhos, e, portanto, algo natural.

Mas há quem entenda que essas pesquisas podem levar à conclusão de que o homossexualismo é uma anomalia, uma doença hereditária. Os que partilham dessa opinião temem que se instale a eugenia sexual, com tentativas de intervir nos embriões para prevenir o nascimento de homossexuais.