domingo, 26 de junho de 2011

FILHO PRÓDIGO E PAI AUSENTE

Lucas 15.11 A História do filho pródigo, muito conhecida.....
Mas, porque alguém que tem tudo ainda sente falta de alguma coisa?

Deus não se sensibiliza por nossos caprichos, (nem do pai e nem do filho).

Quando um filho chega ao pai e pede sua parte na herança, o pai podia não ter lhe dado nada, ou ter dado um belo anel, ou uma festa ou até mesmo roupas novas na intenção de mudar a intenção de seu filho, mas o pai não queria nada a menos que o amor de seu filho.

MAS ESQUECE QUE O AMOR TAMBEM É ALGO ENSINADO EM CONVIVIO AO LONGO DOS ANOS.

Hoje existe pai reféns de seus filhos sendo chantageado se não fizer os seus gosto.
O pai erra quando supre as necessidades do filho fazendo os seus gosto. Muitas vezes o filho não descobriu sua identidade, ainda não construiu um significado de vida, e com isso fica de olhos no que outras pessoas tem, ou como seria bom viver uma vida em meio aos prazeres.

Os pais erram quando, o filho chega da escola ou da rua, ao invés de ficar surpreso ele olha para sua roupa e reclama, essa roupa esta toda suja, ou, como você a rasgou, ou vai lavar essas mãos e rosto esta todo soado. Ele se aproxima do pai para levar bronca. Não demonstram emoção com a chegada do filho, e assim vai distanciando e criando no filho valores de que a roupa é mais importante que ele.

Os filhos enxerga o pai como um ídolo, e sempre quando precisa de sua atenção, o pai diz agora não, estou atrasado para o trabalho ou, agora não, quero relaxar um pouco assistindo televisão, pois o trabalho, a condução o chefe me deixa estressado, enfim, mais uma vez ensina que o filho só vem para acrescentar desgaste ao pai tão trabalhador.

Depois a busca diária ao dinheiro, estatus, carros demonstram como o filho é algo em segundo plano em preocupação.
E algo ainda muito ruim, e com o medo de que seu filho vire uma gay ou lésbica, incentiva ao filho viver correndo atrás de garotos ou garotas,

são tantos tempo enraizando visões distorcidas e erradas, que um dia ele percebe que nada que ele tem é o suficiente e que aquele espaço é de seus pais não dele e precisa sair de lá, pois precisa ter vida própria, ou até mesmo viver a vida que o pai passou anos embutindo em sua cabeça, e para isso a única coisa que ele acredita realmente ser dele é parte na herança.

Em posse de sua parte na herança ele vai em busca de criar sua verdadeira identidade, e nessa busca ele só sabe o que já foi ensinado. O dinheiro, os prazeres os amigos, somado a valores distorcidos o detonam, e agora todo machucado, mal cheiroso, decepcionado, com fome e sem um lar, não tem para onde ir, humilhado precisa andar, e para qualquer direção que não seja a de sua casa não dar para ir, pois todas requerem algo que ele não tem. A caminhada para volta a casa, é longa e a única companhia é sua consciência lhe acusando e a lembrança de como ele será visto pelo seu pai, todo rasgado, sujo, soado. Isso quando somado, ainda vem o drogado, a grávida, o ferido.


Tenho que deparar com o irmão que ficou, e meu pai será que vai fazer uma festa, me dar um anel ou ao menos me aceitar? E se eu chegar e nada mudou, tudo esta andando normalmente, eu não fiz falta nenhuma...

Quem é o verdadeiro causador de tudo isso? O filho, os pais!

Agora eu vou, e sei quem eu não sou, estou à procura de quem eu sou, tentando achar quem me ama da maneira que sou...

O importante é não parar, é seguir o amor... Ele nos apontará o caminho, pois eu sou do meu amado e Ele é meu. Porque dele e por Ele para Ele são todas as coisas.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Legalização dos direitos conferidos aos homossexuais.

As igrejas estão a pavorosa, desesperada, com os direitos reservados aos gays. O que fazer? é uma pena que a igreja ao longo dos anos, não aprendeu ainda como ser igreja...


Você consegue ver Jesus na porta de tribunais fazendo protesto porque as leis deste mundo não são como os princípios do Reino de Deus?

Ora, quando Ele esteve no Tribunal não respondeu nem mesmo o que era a Verdade!

Esse clamor não vem de Jesus, mas do ladrão amargurado: “Se és o Filho de Deus, salva-te a ti mesmo e a nós também!”

Se Deus fosse olhar essas questões apenas quando uma lei passasse, meu Deus, o melhor seria não fazer leis!

Essas leis regulamentam relações humanas, e entre elas há leis boas e leis más; mas a igreja só tem interesse naquilo que diz respeito à Moral, pois no que diz respeito às injustiças ela sempre fica do lado mais forte.

Quem quiser lutar contra essa lei, faça-o em seu próprio nome, mas não o faça levando o nome de cristão, visto que tal comportamento tanto não condiz com Jesus como também não se o vê nos apóstolos.

Só pensa assim aquele para quem o reino de Deus é neste mundo, e vem com visível aparência!

Essa igreja que vai fazer protestos na porta do Fórum foi criada não por Jesus, mas por Constantino, em 332 d.C.

Antes disso, para os discípulos de Jesus, cabia viver o Evangelho; e eram as leis dos homens que iam contra os discípulos. Veja que diferença!

Em Roma era elegante ser gay. Mesmo quem não era muitas vezes praticava. Não era algo Legal, mas era Moralmente aceito e até estimulado, pois, em muitas ocasiões, isso fez parte da melhor educação de um homem.

E o que os discípulos fizeram? Fizeram passeatas e protestos?

Não se conformar com este mundo começa por não acreditar que os meios deste mundo sirvam à causa do Reino de Deus!

O Caminho de Jesus é outro:

“Se o meu reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam para que eu não fosse entregue... Mas, agora, o meu reino não é daqui”, disse o Senhor.

O único tipo de protesto da igreja deveria ser é aquele que Jesus ensinou, e Gandhi praticou, não nós. Ou seja: esmagar os adversários da verdade com amor e graça, sem medo, sem moralismos e sem ódio.

E mais: as causas não seriam jamais essas... E os meios jamais seriam esses -- não em nome de Deus!

Para mim tudo isso é bobagem; são os mortos sepultando os seus próprios mortos. Tanto quem briga de um lado como quem briga do outro. Ambos os grupos são infantis quando tornam isto uma questão religiosa, como acontece com a criação de igrejas-gay, o que, a meu ver, é bobagem também, pois se leio, sinto e vejo corretamente as coisas, a Igreja deveria ser, no mínimo, uma Cidade de Refúgio, um lugar onde as leis cessassem a fim de que os homens pudessem tomar fôlego!

Por isso, ouço Jesus dizer: “Quanto a ti, vai e prega o reino de Deus!”

Não se conformar com este século é renovar o entendimento, conforme o Evangelho da Graça. Não é nada além disso. Não nos leva com placas na mão a nenhum lugar de protesto, mas nos põe no chão da vida com um olhar de misericórdia.

Meu Deus! A Graça é só para cristãos? Ora, de acordo com Jesus, quem pensa assim são os pagãos, pois amam apenas os amigos e os iguais.

A Graça é para o mundo; para maus e bons; para justos e injustos; pois Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo. O problema é que a “igreja” se alimenta de ressentimento e de ódio moralista e legalista; não do espírito da Graça, conforme o Evangelho.

De fato, isto só acontece assim porque a “igreja” crê que o reino é deste mundo. É por isso que a “igreja” busca poder na terra.

Quem gosta de uma religião de poder terreno deveria deixar de confessar a fé em Jesus e entrar na briga pela posse da Terra com os muçulmanos ou com qualquer outro grupo ou partido político ou religioso.

Jesus não veio fundar uma Teocracia. Ele não é o "Xeique Jesus de Nazaré". Ele não labora nem na causa de Bin Laden e nem na do Rev. Jerry Fawell, da "maioria moral" americana.

A Igreja americana é católica em suas aspirações de poder. Os Protestantes americanos crêem que a América é uma Teocracia, ao mesmo tempo em que querem que ela seja uma Democracia. Pura contradição de termos e conteúdos!

Eu não creio em teocracias. Eu creio no Reino de Deus, e que hoje está entre nós; porém, sem visível aparência, visto que está em nós... e se manifesta por gestos e palavras de amor, justiça, misericórdia e Graça.

O poder da Igreja vem da subversão do amor!

Foi isso que Jesus ensinou, e é nisso que creio!

O resto, para mim, é fruto ainda da Síndrome de Constantino; um mal aparentemente sem cura para a igreja; uma espécie de AIDS da “igreja”: deixou-a vulnerável a tudo, e com uma consciência moralista tão infantil quanto a dos terroristas que em nome de Deus estão tentando mudar o mundo.

Todas essas coisas são filhas do ódio, não do amor!

Quem quiser discordar discorde, mas discorde em nome da moral, não do Evangelho; e se desejar ir... que vá em seu próprio nome e em nome de suas próprias ambições e morais, mas, pelo amor de Deus, não vá em nome de Jesus, pois é abominação; é um mal maior do que aquele pretendem combater.

Enquanto a “igreja” não entender que o mal é o ódio e a indignação vingativa, ela será apenas agente de Satanás, mesmo pensando que serve a Deus. Todo acusador de homens não trabalha para Deus.

Os profetas de Israel falavam coisas em nome de Deus para uma nação que havia feito um pacto com Deus. Esse tempo acabou. O Evangelho diluiu de vez esse geografismo santo, e nos pôs a todos com a missão de peregrinos e estrangeiros, servindo a Deus em todas as nações, anunciando a Boa Nova; e sem nenhuma ambição por poder terreno; não para a Igreja.

Sendo do Evangelho, nem mais Protestante eu sou. Não tenho um Protesto, tenho uma Proposta; e essa é a Boa Nova.

Se quisermos ainda ser ouvidos pelo mundo, temos que nos convencer de vez que o mundo não vai na nossa conversa, seja ela qual for, venha ela como vier. Jesus disse que o único poder capaz de esmagar o mundo e calá-lo é o amor (João 17).

E quanto aos gays, são gente também, como as prostitutas, os pastores, e os demais pecadores da Terra. Todos igualmente carentes da glória de Deus.

E sobre se tais leis mudam a nação, digo-lhe que não. Essa é uma lei de concessão, não de dever. E não conheço ninguém que faça tal opção só por fazer. Os que chamam isto de “opção” deveriam fazer outra opção, visto que se é só escolha, que escolham, então, o melhor para si mesmos; e certamente “escolher” ser gay é um imenso problema para a existência de qualquer um -- vide o que você mesmo constata como resposta de ódio a tal “opção”.

A questão é que há muitos para os quais isto nunca foi uma “opção”, mas sempre foi um fato. E eu não me preocupo com isso mais do que me preocupo com qualquer outra coisa, visto que creio que Deus sabe como lidar com gays, pois vejo-o lidando com gente como eu, que pertence uma classe muito mais perniciosa, a dos pastores...

Sim! Os pastores! Jesus disse que quem ensina errado e se arroga a ser mestre receberá muito mais sério juízo, especialmente se o que ensinou não foi misericórdia!

Pobres dos credores incompassivos, esquecidos de sua própria dívida imensa; incapazes de usar de misericórdia, conforme a misericórdia recebida!

Quem prega o Evangelho não prega Lei. Quem prega Lei não prega o Evangelho. E quem crê no Reino de Deus sabe que tem muito mais o que fazer do que ser "satanás" de quem quer que seja.

Afinal, a questão das questões não é “Eu era heterossexual, e tu me defendeste; eu era senador, e tu me apoiaste; eu era um cristão, e defendeste as leis do estado em favor dos interesses da igreja...”

Ao contrário, a questão é bem outra, e não nos envia aos Fóruns, em nome de Deus, a fim de defender nenhuma moral; mas nos põe em lugares onde a “igreja” não tem muito prazer em freqüentar, e realizando missões que ela também costuma menosprezar: “Estive nu, e me vestiste; enfermo, e foste ver-me; preso, e foste visitar-me; sem teto, e me acolheste...”

Este é o Evangelho de Jesus. O Resto é Cristianismo, a Religião de Constantino!

(colocação do Pastor caio Fabio, achei sábia e inteligente, trouxe para aprendemos)