É espantoso verificar que em pleno início de século XXI ainda se propaga a homofobia na sociedade, ou seja, aversão a homossexuais masculinos e femininos sem precedentes e sem piedade. A falta de informação sobre a homossexualidade cega os olhos de pessoas e até de muitos educadores que deveriam ser os primeiros a entender, assimilar e repassar, a seus educandos, as novas descobertas e valores de respeito e dignidade, os quais promovem a oportunidade de mudanças, de pensamentos e atitudes para o bem-estar de todos e todas.
O que é a homossexualidade? É uma constituição genética que se reflete no sistema hormonal durante o desenvolvimento embrionário originando indivíduos que se sentem atraídos sexualmente pelos seus pares. Ser homossexual não é uma escolha, não é opção e nem sem-vergonhice. Ela é biológica e natural, como a heterossexualidade. Na verdade, é uma variante do desejo sexual da mesma maneira que é variável a cor da pele, a cor e forma do cabelo, a altura das pessoas, etc.
Qual é a origem da homossexualidade? Apesar de não ter muitos trabalhos conclusivos por falta de investimentos, já se sabe que a homossexualidade é genética. Ela é determinada por vários genes, alguns localizados no cromossomo sexual X e outros localizados em cromossomos não sexuais. Não se sabe quais são os fatores que desencadeiam a manifestação destes genes em algumas pessoas e em outras não, mas existem e estão nas células dos indivíduos. Já é do conhecimento científico que, a identidade sexual do indivíduo se forma por volta da 6ª a 8ª semana de gestação quando o embrião, que tiver o cromossomo Y, produzirá uma determinada dose do hormônio Testosterona (hormônio da libido e das características masculinas) que vai atuar na formação dos órgãos sexuais e na constituição sexual cerebral, principalmente na masculina. O que neste momento de vida intra-uterina se constituirá no cérebro ficará determinado para o resto da vida do indivíduo. As identidades sexuais que se formam neste período são: heterossexual, homossexual, bissexual ou transexual. Também, a formação destas identidades sexuais vai depender da eficiência ou não do cromossomo Y na produção do hormônio, a Testosterona. Não existem cromossomos Y iguais e nem com a mesma capacidade de produção da Testosterona, por isso a variação do desejo sexual depende da quantidade deste hormônio produzido na fase embrionária (6ª a 8ª semana de vida intra-uterina). Assim, a diferenciação sexual existe e deve ser aceita por todos.