quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Governo cria conselho contra homofobia

Integrantes do movimento gay e de ministérios participam de órgão nacional, planejado após polêmicos ataques em SP

Uma das bandeiras será defender a aprovação de projeto de lei que criminaliza preconceito contra homossexuais

JOHANNA NUBLAT
DE BRASÍLIA

O governo federal decidiu criar um conselho nacional voltado ao movimento gay com a função de combater a homofobia e promover os direitos dessa comunidade.
A criação do colegiado foi publicada no "Diário Oficial" da União de ontem, em meio à polêmica dos últimos ataques em São Paulo.
Chamado oficialmente de Conselho Nacional de Combate à Discriminação, ele já recebeu do movimento o nome de Conselho Nacional LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros).
O conselho substituirá uma instância de mesmo nome criada em 2001 para combater a discriminação de uma forma geral.
O órgão foi esvaziado pela criação de conselhos específicos (negros, idosos e deficientes). Agora, reformulado, pretende estabelecer contato mais direto entre sociedade civil e governos.
O conselho mobilizará parlamentares em favor do projeto que criminaliza a discriminação contra gays, diz Lena Peres, secretária nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos.
Outra função será a de acompanhar de perto as ações desenvolvidas por Estados e municípios.
Peres diz que, numa situação como a dos ataques em São Paulo, o conselho entraria "imediatamente" em contato com autoridades locais e poderia enviar uma equipe própria para monitorar o caso de perto.

MONITORAMENTO
A ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) comemorou a publicação do decreto, reclamado pelo movimento desde 2008.
"É uma forma de ver as ações, como uma prestação de contas. Há, por exemplo, 18 ações voltadas à comunidade no MEC. Queremos saber como estão ou por que não foram feitas", diz Toni Reis, presidente da ABGLT.
É a primeira vez que um colegiado específico para o movimento LGBT é criado na esfera federal, diz Peres.
O conselho será formado por integrantes da sociedade civil, ministérios, secretarias vinculadas à Presidência da República, Casa Civil, Ministério Público Federal, Ministério Público do Trabalho, magistratura federal e pela comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara.

INSS AUTORIZA PENSÃO PARA PARCEIRO GAY

O pagamento de benefícios previdenciários para companheiro do mesmo sexo foi formalizado ontem 10/12/2010 pela Previdência Social. A união homoafetiva agora se iguala à união heteressexual estável para fins de pensão por morte e para dependentes de presos.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Lei da Homofobia

Desde 2006 tramita no Senado Federal, depois de já aprovado pela Câmara, o projeto da chamada "Lei da Homofobia", criminalizando atitudes resultantes de "preconceito de sexo, orientação sexual e identidade de gênero".


A polêmica em torno do assunto ganhou intensidade nas últimas semanas. Houve, em primeiro lugar, as justificadas reações de choque e de repúdio diante dos recentes casos de agressão, supostamente por preconceito antigay, de jovens na avenida Paulista. Pressionar pela aprovação da Lei da Homofobia surge, assim, como forma de dar vazão institucional às condenações que o episódio justificadamente suscita.


Reações contrárias ao projeto, contudo, surgem nos setores religiosos, que contam com a crescente influência da bancada evangélica para barrar a iniciativa.


Nos dois lados do debate, há quem se veja vítima de censura e preconceito. O direito constitucional à liberdade de expressão e consciência, sem dúvida, é um dos valores que cumpre reiterar na análise do assunto.


Na verdade, a chamada Lei da Homofobia constitui-se de uma ampliação, no que diz respeito à orientação sexual, de um texto em vigor desde 1989, punindo atos e manifestações de preconceito racial. Trata-se de uma espécie de reforço a direitos de grupos que já encontrariam proteção na Carta e em códigos vigentes.


Há um risco potencial de que a aplicação dessas legislações fira o princípio da liberdade de expressão, embora não conste que ele tenha sido, até aqui, afrontado.


Do mesmo modo, espera-se que ninguém estará impedido pela nova lei de considerar o homossexualismo atentatório aos mandamentos de Deus; até a Bíblia teria de ser censurada, nesse caso.


Depende do bom senso do Ministério Público e da magistratura a aplicação adequada da lei. Há de se considerar, ademais, o excessivo rigor nas punições, que chegam a vários anos de cadeia, em casos que não são de violência física -quanto a estes, sempre foram coibidos pelo Código Penal.


A aplicação sensata da lei, tal como foi redigida, ou a busca de um acordo razoável em torno de possíveis modificações em detalhes do texto, evitariam os inconvenientes reais ou imaginários que se antepõem à sua aprovação.


Mas o bom senso e o equilíbrio são, sem dúvida, as primeiras vítimas quando está em jogo, mais uma vez, a explosiva mistura de sexualidade e religião. Dessa verdadeira neurose do mundo contemporâneo, o Brasil tem-se saído razoavelmente bem, dada a autoimagem, nem sempre confirmada na prática, de tolerância que cultivam seus habitantes.


É essencial preservá-la; mas, a julgar pela celeuma com relação ao projeto, e pelos recentes casos de perseguição a homossexuais, o espectro da intolerância resiste e se renova sem descanso.


Fonte: Folha de S.Paulo

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O Direito de ir e vim sem constrangimento.


Os seguidores de Jesus de Nazaré são seres absolutamente livres. Tudo que fazem é fruto de escolhas pessoais feitas a luz de suas próprias consciências submetidas voluntariamente a Cristo.

Paulo, o apostolo, revela que escolheu se tornar cativo, escravo de Cristo. Sim, Paulo, escolheu ser cativo.

Um seguidor de Jesus de Nazaré não precisa se submeter a nenhum tipo de tirania, despotismo, autoridade espiritual (líder, mentor, mestres, pastor, bispo, apostolo, patriarca, anjos, demônios, estruturas, instituições, conselhos, presbitérios, juntas...etc..), pois, por ter escolhido submeter-se a Cristo, foi arrancado do reino da escravidão e transportado para o Reino do Filho Amado de Deus que conquistou na Cruz a liberdade absoluta.


Estes seguidores de Jesus de Nazaré por conta disto estão debaixo da cobertura direta do TRIO mais amoroso do universo; DEUS PAI, DEUS FILHO E DEUS ESPIRITO SANTO.

Há COBERTURA ESPIRITUAL maior e mais eficaz que esta?


É por esta razão que O DIREITO DE IR E VIR SEM CONSTRANGIMENTOS em encontros onde se reúnem os discípulos de Jesus é, e deve ser levado muito a sério.

Encontram-se e reúnem-se os que querem por escolha própria sem nenhum constrangimento.

Talvez, também como diz o Paulo, apostolo, o único constrangimento entre os seguidores de Jesus é o tal CONSTRANGIMENTO AMOROSO. É ir e vir por se sentir amorosamente constrangido.

A partir deste DIREITO, tudo mais também é feito ou não.

Gosto muito do que Paulo, o apostolo, escreve ensinando aos irmãos da Galácia sobre este assunto e que bem pode ser um bom aferidor pra se contribuir.

Gálatas 6.6

“Quem está aprendendo o Evangelho de Cristo deve repartir todas as coisas boas com aquele que o ensina” Versão na Linguagem de Hoje

“O que esta sendo instruído na palavra, partilhe todas as coisas boas com aquele que o instrui.” Nova Versão Internacional

“Quem esta sendo instruído na palavra, torne participante em toda sorte de bem aquele que o instrui”
Versão da Bíblia de Jerusalém.

Mas, este item e qualquer outro entre nós nunca será obrigatório. É, e será sempre uma questão de escolha.

Levando isto em conta e outros escritos bíblicos sobre este assunto, por favor, não se sinta constrangido a dar o seu dinheiro a ninguém, por nada, por nenhum motivo, nenhuma barganha, nenhuma ameaça de maldição, nenhuma manipulação, nada mesmo, a não ser, insisto, de novo, o CONSTRANGIMENTO CARREGADO DE AMOR que te impulsiona a se repartir e repartir seus recursos.

O amor deve ser a única força a nos constranger a qualquer coisa que fazemos ou deixamos de fazer.

É assim entre os seguidores de Jesus de Nazaré.

É assim entre nós do Caminho da Graça.


Algumas expressões tem que ser banidas de entre nós, tipo: “o sumido, o turista, etc..” e mesmo perguntar por que não veio ou se virá, enfim, qualquer pergunta que deixe a pessoa constrangida é absolutamente desnecessária.

Cada um sabe bem de si e onde deve ir e como contribuir e participar.

No Maximo usamos SAUDADES DE VOCE, mas, esta expressão deve ser usada só quando de fato reflete a verdade, pois, também ela pode se tornar uma espécie de cobrança.

Acredito que há uma “mística” no encontro dos seguidores de Jesus de Nazaré, sim, creio que no encontro, e que na reunião dos irmãos há plenitude dos dons e os que estão juntos desfrutam desta plenitude, mas, nem mesmo isto é motivo pra que alguém seja constrangido a vir, ficar , contribuir, participar ou voltar.

Por mais que você seja lider ou tenha uma participação diferenciada nos cultos, não é isso que deve ser, o que te motive a ir a igreja.

Até hoje, vou por que quero e que Deus me ajude a ser sincero e dizer que não irei quando não quiser ir.

Quem sabe nos encontraremos logo.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Democracia versus iniquidade: o purismo religioso à disposição do retrocesso democrático


Por Gustavo em set 14, 2010 | dentro de Brasil, política, reflexões

… vida de gado, povo marcado, ê, povo feliz …
(Zé Ramalho)

Nestas últimas semanas, muitos evangélicos, sobretudo batistas, foram naufragados com e-mails que sugeriam ufanisticamente assistir a uma proposta do Pr. Paschoal Piragine de não votar, nesse pleito democrático de 2010, no Partido dos Trabalhadores (PT). Não atentando obrigatoriamente às leis eleitorais que regem democraticamente o seu país (1), o Pr. Piragine, no início de sua homilia política, construiu o axioma de sua fala associando, forçosamente, à pregação cristã, um conceito de pureza étnica ao lado de outro, o de unidade nacional antigotestamentária, ambos sob a flâmula escatológica da “iniquidade” – um conceito de exclusão social que os próprios fariseus usaram contra Jesus Cristo (que, para eles, era um iníquo e que, por isso, merecia a morte, a morte de cruz[2]). Em passo seguinte, sem lembrar dos conflitos religiosos dos séculos XVI ao XVIII que, inclusive, retalharam mortalmente reformadores e protestantes (3), o pastor associou culposamente ao Partido dos Trabalhares e ao terceiro Plano Nacional de Direitos Humanos, o problema do homossexualismo, da homofobia, do infanticídio indígena, da pedofilia, do fim da liberdade religiosa, da pornografia, do divórcio, da violência familiar, do homicídio familiar, do esquartejamento de feto, da pobreza etc. Sem querer defender a coligação PSDB e DEM (antigo PFL da ditadura torturenta e militar), ou do Partido Verde, PSTU, PCO, PT, PSDC, PRTB ou PCB, quero questionar a posição política do pastor Piragine, um pastor que se quer fazer teólogo da Missão Integral da Igreja – mesmo que usada como estratégia de crescimento de Igreja.

Democracia e Intolerância sob o ponto de vista da Teologia Cristã Política

À luz das Teorias do Direito contemporâneo de Jürgen Habermas (4) e de John Rawls (5), as perspectivas sócio-democráticas dos nossos tempos respondem à pluralidade de valores e, sobretudo, às necessárias garantias dos direitos individuais. Estas teorias democráticas se acenderam devido aos conflitos sangrentos da noite de São Bartolomeu, do conflito religioso na cidade de Münzer, dos massacres aos trabalhadores acontecidos no período da Revolução Industrial, do massacre étnico promovido pelo Nazismo a partir de um princípio de iniquidade religiosa, moral e étnica: conflitos de ontem, conflitos de hoje. Assim, as Teorias Democráticas do Direito indicam ser necessário que os princípios reguladores das sociedades que pretendem ser democráticas se balizem pela Declaração dos Direitos Humanos. Ora, a luta ideológica destes pensadores, ao defenderem a Democracia e os Direitos Fundamentais, visa contornar as compreensões particulares e intolerantes de mundo que, entre várias possibilidades, objetiva associar liberdade individual à prática da iniquidade religiosa.

A luta pela dissolução da democracia e a ressurreição das compreensões particulares de iniquidade são responsáveis pela morte de evangélicos e católicos no mundo islâmico fundamentalista, é responsável pela morte de torcedores de futebol (palmerenses, flamenguistas, vascaínos, hooligans e muitos outros), foi responsável pelas mortes históricas de negros e índios cometidas inclusive por evangélicos batistas e presbiterianos nos EUA, pela vergonhosa perseguição e preconceito aos bolivianos no subúrbio de São Paulo, pelo preconceito aos nordestinos e pela perseguição fatal ao cristianismo e ao seu fundador nos anos que vão do 34 ao 40 de nossa era cristã.

POR SÉRGIO SANCHEZ.
Engano nosso, Pastores e líderes espirituais, cristãos ou católicos, quando acreditam que pelo braço forte ou pela união falsa de duas religiões que se opoem na maneira de crer, que lutam diariamente para aliciar fieis para suas igrejas ou paróquias, se incorporando uma falsa crença de que a vida da igreja estivesse realmente na mão dos seus líderes. Deus ainda é o mesmo e não permitira que nada aconteça a sua igreja alem do que Ele já disse que aconteceria... Mesmo que muitas vezes ele precise usar os que não são seus, para colocar para dentro do caminho, o que a própria igreja tem colocado para fora.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Eu sou Adão. Voce não é?

Todo homem é pecador. Sim! O promiscuo assim como o fiel e monógamo; o santo assim como o profano; o eunuco assim como o dono do harém; o monge assim como ateu; o gnóstico assim como a agnóstico; o bom pai assim como o pai mau; o humilde assim como o arrogante; o pagão assim como o crente.

É o que Paulo diz. Para ele tanto os homens e mulheres dos bacanais romanos, assim como os judeus que eram guias de cegos e mestres de crianças, tanto quanto os bons gentios, que buscavam viver conforme a luz que tinham [Romanos 1:16 a 2: 16], todos haviam pecado, e, igualmente, careciam da glória de Deus como luz da vida.

Sim! Todos pecaram. Em suas bocas há peçonha. Sob suas línguas há veneno. Não há quem, do ponto de vista de Deus, faça o bem. Sim! Não há nenhum sequer.

Este é o testemunho de Paulo acerca do homem. Não dá para chamar isto de antropologia, cientificamente falando, embora, tal descrição possa ser chamada de algo como Uma Psicanálise Antropológica Espiritual, tendo como referencia a ciência da alma, e não a da antropologia convencional, que trata de questões de natureza mais fenomenológica e relacionada à produção cultural humana.

A partir da Psicanálise Antropológica Espiritual de Paulo, até as nossas virtudes têm vaidades. Sim! Nossas solidariedades carregam expectativas, nossa melhor generosidade faz ainda contabilidade inconsciente, nossas verdades ainda carregam nossos auto-enganos, nossas certezas que não procedem da revelação são todas meras presunções, nossas almas carecem de leis para a obediência como dever, e nossa melhor intercessão ainda carrega o desejo de ser também ouvida por nossa causa como intercessores.

O homem, todo homem, é pecador, porque na melhor hipótese, ama apenas os que o amam.

O homem é pecador porque não reconhece o seu limite, e a maior prova disso são as certezas humanas acerca do que o homem mesmo define como certo ou errado.

Sim! Mesmo quando toda a bondade que de mim possa brotar se manifesta, ainda assim sou pecador.

Sou pecador porque o pecado habita em mim!

E habita as minhas entranhas e todos os meus processos mentais, emocionais e afetivos.

Sou doente. E, por isto, tudo o que de mim procede, por melhor que seja, carrega traços de doença.

Não sou pecador porque sou ambíguo, mas sou ambíguo porque sou pecador.

À semelhança de uma planta, o homem entorta-se até quando procura a luz para sobreviver.

Sou pessimista? Ah! Não creio que o seja. Afinal, vivo para dizer que apesar de tudo Deus ama o mundo, ama o homem, e que, loucamente, Ele crê no que a Sua Palavra pode fazer em todo aquele que nela crê.

A diferenciação que se tem que fazer é uma só:

A Terra, o planeta, o Universo, continuam gloriosos, apesar do homem. O mundo, porém, que uma categoria apenas pertinente ao homem, é uma droga, e, sem dúvida, jaz no maligno.

Ora, existe o pecado e existem os pecados. O pecado é de natureza essencial. Já os pecados são a produção decorrente do que habita nossa essência distorcida e aviltada pela doença primal, nossa esquizofrenia básica, nosso ser em estado de morte em “delitos e pecados”.

É Jesus quem dá testemunho do que digo!

Afinal, em que humanidade a ressurreição de um morto [Lázaro] poderia deflagrar a crucificação do ressuscitador senão num mundo mal?

Por isto, repito com Paulo:

Porque vos entreguei aquilo que recebi: que Cristo pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e ressuscitou para a nossa justificação.

O que não for assim pode ter verniz cristão, mas já não é a Palavra do Evangelho da Graça, a qual só inicia em nós com nossa admissão de necessidade essencial de Deus, em razão de nossa condição que veio a se tornar pós-original, que o pecado que hoje [desde há muito] habita em nós e em nossos filhos. Afinal, se a aliança da Graça é para nós e para os nossos filhos, é porque tantos nós quanto eles carecem da mesma coisa: Graça de Deus sobre a nossa condição humana.

Nele, que é o salvador de todos os homens, pois todos, em todas as idades, sexos, etnias, nações e eras, pecaram, e, igualmente, carecem da glória de Deus,

Este texto foi tirado do sit; www.caiofabio.net

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

1ª Epístola de Paulo aos Brasileiros




Paulo


Prefácio e Saudação
Paulo, apóstolo, não da parte de homens, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai a todos os santos e fiéis irmãos em Cristo Jesus, que se encontram em terras brasileiras, graça e paz a vós outros.

Exortações à Igreja
Rogo-vos para que não haja partidos entre vós. Mas vejo que é isso que está ocorrendo, pois uns dizem: eu sou de Malafaia; outros, de Macedo; Outros do Waldomiro, outros, do Soares; outros de Feliciano; Quem é Malafaia? Quem é Macedo? Quem é Soares? Quem são eles? Por acaso Cristo está dividido? Não são neles que devemos postar nossos olhos, mas em Cristo, o único que morreu por nós. Vejo que ainda sois meninos na fé quando o propósito de cada um é só buscar bênçãos para si, visando os próprios interesses e não o interesse do Corpo. Digo-vos que a maior benção já vos foi concedida na cruz quando fostes resgatados da morte e das trevas. Agora, aprendam a viver contentes e dar graças a Deus por tudo .

Sinais e Prodígios
Assim como os judeus pediam sinais em minha época , há muitos que só pensam em prodígios e maravilhas: fazem correntes e marcam hora para as curas se efetuarem, e eu já havia advertido aos seus irmãos de Tessalônica que tão somente orassem o tempo todo, pois apenas Deus é quem sabe a hora de atender Eu mesmo deixei Trófimo doente em Mileto, o amado Timóteo foi medicado enquanto esperava o Senhor curar sua gastrite, e Epafrodito adoeceu mortalmente chegando às portas da morte . Por que entre vós no Brasil seria diferente?

Outras admoestações
Estão fazendo rituais para amarrar demônios e declarar que as cidades do Brasil são do Senhor Jesus. Nunca vistes isso em mim e em nenhum momento em Cristo. Pelo contrário, preguei o evangelho em Éfeso, mas a cidade continuou seguindo a deusa Diana. No Areópago de Atenas riram e zombaram de minha pregação, e poucos aceitaram a palavra do evangelho; como eu iria dizer que Atenas era do Senhor Jesus? Em Corinto, a prostituição continuou a dominar a
cidade, e em Roma, as orgias e as dissoluções da família até se intensificaram no decorrer dos anos. Dizer que Roma pertencia ao Senhor Jesus seria uma frase que levaria ao engano os poucos irmãos verdadeiramente convertidos.
Na verdade muito me esforcei e fiz de tudo para ver se conseguia salvar a alguns. Nunca ensinei a reivindicar territórios, mas tão somente orava a Deus que me abrisse uma porta para pregar a Palavra .

Cuidado com os falsos apóstolos
Há muitos homens gananciosos aparecendo no meio de vós no Brasil dizendo que são apóstolos e criando hierarquias para exercer domínio uns sobre os outros coisa que nunca aceitei. Porque tanta preocupação com títulos? Por que ninguém se contenta em ser chamado simplesmente servo? Pois é isso é o que realmente importa. Saibam que há muitos obreiros fraudulentos transformando-se em apóstolos de Cristo. Já vos advertira que depois da minha partida, entre vós penetrariam lobos vorazes que não poupariam o rebanho de Cristo, vós não lembrais disso brasileiros?

Sobre os dons espirituais
Soube que muitos estão preocupados com os dons. É verdade que eles são importantes, mas o Espírito concede a cada um conforme melhor lhe convém. Tenho percebido que valorizam principalmente os dons sobrenaturais – como falar em línguas, visões, curas e revelações – e esquecem-se que ensinar bem as Escrituras, administrar com zelo as coisas de Deus e promover socorro aos necessitados também são dons espirituais.
Mas o que eu quero mesmo é que estejais buscando para suas vidas o fruto do Espírito. De nada adianta ter fé suficiente para curar pessoas, transportar montes e expulsar demônios se ficais devorando uns aos outros, se não têm amor, se provocam rixas e intrigas entre si e dão mau testemunho.

Ofertas ao Senhor
Quanto às ofertas e sacrifícios, já falei por carta: no primeiro dia da semana cada um separe segundo sua prosperidade. Nunca fiz leilão de bênçãos do Senhor, desafiando o povo a ofertar começando com 10 moedas de ouro até chegar ao que tinha um denário. O único sacrifício aceitável por Deus já foi feito na cruz pelo seu Filho Jesus, entendais isto brasileiros.
Quando Deus me der oportunidade de visitar-vos quero conhecer os que estão se enriquecendo com o Evangelho e enfrentar-lhes face a face. A piedade jamais pode ser fonte de lucro e se continuarem nessa sórdida ganância haverão de sofrer muitas dores.

A busca da verdadeira maturidade
É imprescindível que manejem bem a Palavra, pois chegou ao meu conhecimento que esta é uma geração tão ignorante nela que estão sendo enganados por lobos vorazes, que trazem enganos e sofismas, e a esses, de boa mente, os tolerais. Lembrem-se que quando preguei em Beréia o povo consultava a Palavra para ver se as coisas eram de fato assim . Porque não fazeis vós o mesmo? Ora, os ardis de satanás vêm sempre disfarçados na pregação de um anjo de luz. Vejo que entre vós há muitos acréscimos e deturpações daquilo que falei. Admoesto-vos a que não ultrapasseis o que está escrito .

As saudações pessoais
Rogo-vos, irmãos, que noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos; afastai-vos deles, porque esses tais não servem a Cristo, e sim a seu próprio ventre, seus próprios interesses. Em breve vos vereis.

A bênção
A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós do Brasil .

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Homossexualidade e Psicologia

Este texto eu tirei do sit WWW.caiofabio.net e percebi que ele nos ajudaria a sanar algumas dúvidas, por isso trouxe como fonte de leitura...




Estimado irmão e amigo Caio, A Paz de Cristo seja contigo e com todos os seus. Gostaria se saber qual seria a postura ética, dentro de uma perspectiva bíblico-teológico-cristã, que um psicólogo cristão deve assumir frente a questão apresentada por um cliente que diz ser homossexual, visto que segundo Resolução do Conselho Federal de Psicologia, o Homossexualismo não deve ser tratado como uma "doença" ou "distúrbio", ficando proibida qualquer terapia que vise modificar o comportamento do cliente ou que contrarie a sua opção. Nesse caso, como ser ético sem ferir os princípios de Cristo? Um grande abraço, Rodi ______________________________________________________________________________________ Rodi, querido: Graça e Paz!
Um psicólogo não pode cobrar para atender…se o negócio dele é “pregar”. A missão de um psicólogo é ajudar as pessoas a se enxergarem...não a de enxergar por elas. Quem não puder fazer isto com sabedoria e bom senso não está apto para ser psicólogo e, muito menos, para cobrar pela consulta.

Se esse for o caso, o psicólogo que não aceita tratar a questão com a paciência de quem não decreta...deveria ser a de colocar uma placa dizendo: Aceito qualquer caso, desde que não seja homossexualismo.

Essa é uma questão difícil, mas foi feita maior do que é. Jesus disse: Há aqueles que nasceram eunucos. Há os que os homens fizeram eunucos. E há os que a si mesmos fizeram-se eunucos por causa do reino de Deus. Ele, porém, concluiu dizendo: Nem todos estão aptos para este entendimento... O eunuco é alguém que nasceu com a supressão de sua sexualidade...ou que foi objeto de tal supressão...ou ainda alguém que não desejando usar sua sexualidade como ato sexual, suprimiu-a por conta própria. Nem todos estão aptos para isto...

O que observo é que as igrejas estão cheias de homossexuais...os seminários e os ministérios pastorais também. Este site não me deixa mentir...e os muitos que me escrevem—incluindo pastores e muitos maridos—sabem que falo a verdade. Este mundo é caído...e todos experimentamos as deformidades da Queda...de um modo ou de outro. O sexo virou o pior pecado na lista cristã religiosa, mas aos olhos de Deus a inveja, a cobiça, as inimizades, as porfias, as facções, etc...figuram na mesma lista de defeitos essenciais: obras da carne.

Pecado é o que Deus imputa...e, de fato, só Ele sabe o que imputa e a quem imputa. Nem todos estão aptos para este conceito também...apesar do salmo 32 e de seu aplicativo em Romanos 3 e 4. Uzá não pôde tocar na Arca, nem para ajudar...caiu duro de morto. Morreu de culpa e medo. Davi dançava diante dela...e também comeu do pão que não era pela lei permitido que se comesse...e nada lhe aconteceu. O que quero dizer com isto? Primeiro digo que Deus é o Deus de todos os indivíduos e não há ninguém na terra para cumprir o papel de vice-Deus. Também digo que na camuflagem evangélica só cresce mais doença como perversão. Como o tema é Tabu...então nem se fala nele e nem se o abre...pois quem o faz vira leproso...filho do inferno, etc...

O que acontece então? Os piores homossexuais que conheço são crentes. São os mais promíscuos e os mais tarados...são os que mais praticam o sexo casual e descomprometido...dissolvendo cada vez mais suas almas e estragando de maneira horrível o seu ser...sua alma! Acabam se tornando capazes de votar numa “sessão” de “disciplina” pela condenação de um “colega de inclinação”—apenas porque o seu próprio caso ainda não ficou conhecido...ou jamais ficará; afinal, há muitos camaleões nas igrejas, tanto nos bancos, quanto também nos púlpitos!

No curso dos anos já encontrei todos os tipos de homossexuais na igreja...inclusive psicólogos que são “rápidos no diagnóstico da doença”...até porque os iguais se identificam logo...mas que têm “casos” com alguns de seus próprios clientes... Alguns psicólogos e psicólogas cristãos fazem assim. Não peça para eu mencionar nomes...seria um estrago! Jamais faria isto...não seria ético.

O que creio é que tudo o que se manifesta é luz—conforme disse Paulo. Eu gostaria que todos os homens gostassem de mulher e que todas as mulheres gostassem de homem, conforme a ordem da criação. Infelizmente, nem sempre é assim. O que eu faço? Bem, nunca encontrei um único homossexual que goste de sê-lo apenas por ser. A maioria “assumiu”... mas gostaria de não ter tido que assumir... De fato, gostariam mesmo era de nem ter sentido “a coisa” nas entranhas da alma. O que faço? Ajudo as pessoas a se enxergarem em Cristo. Mostro que Romanos 7 cabe tanto em “Paulo” como também em “Paula”. A dor é a mesma.

Só os que não se enxergam é que pensam que as condições são diferentes aos olhos de Deus. Os homens fazem distinção entre pecado e pecado. Para Deus...todos pecaram... O que faço, então? Ajudo o individuo a chegar a Romanos 8. A livrar-se da condenação. Sem justificação não há paz e sem paz não cura ou apaziguamento psicológico para ninguém.

A culpa apenas aumenta o agravo e aprofunda a doença...e esta...não é uma condição apenas de homossexuais...mas também de qualquer outra condição humana. Eu não sou pecador porque peco, eu peco porque sou pecador! O que tenho visto é que quando as pessoas são tratadas assim, na maioria das vezes, com o passar do tempo...elas acabam se fazendo eunucos por amor ao reino de Deus. Mas como Jesus disse, nem todos estão aptos... E maioria não está apta nem para ouvir esta verdade, e eu não temo dizer o que digo, pois, seja Deus verdadeiro e eu mentiroso, mas a Palavra da verdade não pode ser falsificada por conveniências.

E como não creio que a salvação seja uma aptidão humana...prego a Cruz e ajudo o individuo a caminhar...pois creio no Espírito Santo...e creio que todo aquele que ouviu a Voz do Chamado para crer...deve crescer e se entender com Aquele que o chamou. Cada um ande conforme foi chamado, mas se tiver uma chance de libertação, que a abrace, conforme sugeriu Paulo em I Coríntios 7. Aquilo que o homem semear, isto também ceifará.

Portanto, quanto mais culpa, mais pendor para a carne e para a morte; e quanto mais fé e confiança na Graça de Deus, mais haverá pendor para a Vida. Se eu advogasse o homossexualismo como padrão, eu mesmo seria um deles. Todos mundo sabe, entretanto, que minha mais intrínseca vocação instintual segue em outra direção. Isto torna as coisas mais fáceis para mim? É claro que não! Os que me julgaram e julgam...que o digam! O que sinto é compaixão...e não julgo a alma de ninguém...e nem me afasto de ninguém que seja “diferente”, desde que eu enxergue em sua “essência” a semelhança de Deus...e, certamente, verei que ele não é diferente de mim...nem para o bem e nem para o mal.

Levai as cargas uns dos outros e assim cumprireis a lei de Cristo! Haverá um limite para essa compaixão? Creio que não. Há um limite para a ação ministerial de alguém que viva tal angustia na carne? Creio que sim! Eu, por exemplo, não ordenaria ao ministério pastoral um homossexual, tanto quanto Paulo diz para não fazer de um bígamo, um bispo. E por que? Ora, no mundo de Paulo a bigamia era normal...como o é muitos lugares e culturas. E como o Evangelho é para todos—e cada um venha conforme foi chamado—então que seja para todos mesmo. Todavia, Deus não criou Adão, Eva e Evita...e nem tampouco Adão e Adamor. Portanto, indicar Adão e Eva como referencia relativa de saúde humana é o modelo do princípio.

Adão e Eva pecaram, mas continuam a constituir o modelo humano de intimidade e vinculação. No mais...deixo Adão e Adamor ouvirem, crescerem, conviverem e se sentirem amados. E sabe o quê? Ninguém piora quando é tratado assim! A verdade dá testemunho disto a meu favor. E, com certeza, ninguém vai querer que eu diga nomes. Jamais o faria...e os hipócritas sabem disso. Confiam na minha sinceridade nas confissões. Daí, com a maior cara de pau, eu ver toda hora muita gente não dizer ou escrever certas coisas olhando nos meus olhos, mas ouço as bombásticas declarações que fazem para os outros...com a cara mais pedrada.

Esses sim, estão doentes e adoecendo a muitos. A Graça de Deus não gera libertinagem nunca. E se alguém não se ajudar e não for ajudado na Graça do Espírito do Evangelho de Cristo...não o será por mais ninguém e por nenhum outro poder da Terra. Mas nem tudo acontece no “tempo e nos prazos” da igreja. Tem-se que ter amor, paciência e graça para andar com os irmãos...nisto incluo a mim e você. Com todo carinho e com todo o amor da Cruz é que digo tudo o que digo. E que ninguém ponha em minha boca o que eu não disse. Quem o fizer...entenda-se com o Juiz de Vivos e de Mortos, que também é o Senhor de todos os viventes. Em Cristo, o salvador de ladrões e amigo de pecadores, Caioo

quarta-feira, 16 de junho de 2010

UMA BREVE HISTÓRIA DE ISRAEL E DO ATUAL CONFLITO COM OS PALESTINOS!

Porque haverá grande angustia na terra, e ira sobre este povo. E cairão ao fio da espada, e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem. — Jesus, em Lucas.

Abraão saiu de Ur dos Caldeus a fim de herdar uma terra. Peregrinou sobre essa tal terra décadas e décadas, comprou pedaços dela, mas não a viu sob seu poder jamais. Nem tampouco seu filho Isaque a viu como status de propriedade, exceto pela fé; e os netos de Abraão, Jacó e Esaú, também jamais viram a “terra da promessa” como uma promessa que para eles se cumprira.

Foi somente depois de 430 anos de cativeiro no Egito dos grandes faraós, que o povo de Abraão, os Hebreus, pela primeira vez tentou herdar no braço a terra que Deus dera a Abraão pela fé.

Todavia, foi apenas no tempo do rei Davi e de seu filho Salomão que os filhos de Israel tiveram pela primeira vez o real domínio da “terra da promessa” feita a Abraão.

No entanto, durou pouco, pois, com a morte de Salomão, os próprios filhos de Israel se separaram, dividindo-se em dois reinos: o do Norte e o do Sul, o último com sede em Jerusalém.

Ambos os reinos pecaram muito contra Deus e contra a vida, e, por isso, a seu tempo, foram levados para cativeiro.

É, no entanto, o cativeiro do reino Sul de Israel — o reino de Judá, com sede em Jerusalém —, que ganha importância vital na narrativa bíblica, pois, entre outras coisas, o reino do Norte, no cativeiro que experimentou, acabou se diluindo e perdendo a identidade cultural, genética e espiritual, segundo os critérios religiosos dos “filhos de Israel”.

Depois de 70 anos em cativeiro na Babilônia os filhos de Israel do reino Sul, da tribo de Judá, receberam permissão para voltar à sua terra, à Jerusalém, e reconstruírem a cidade que fora destruída.

Eles o fizeram, mas, depois do exílio em Babilônia, jamais de fato foram soberanos sobre a terra, tendo sempre que estar sob alguma forma de vigilância ou domínio ou mesmo de convivência perigosa.

Estiveram sob o domínio grego Ptolomeu e Seleuco durante dois séculos. Revoltaram-se e conseguiram quase 100 anos de independência angustiada, quando da Revolta dos Macabeus.

Entretanto, os Romanos chegaram, e, com eles, o domínio de muitas bestas. Foi nesse tempo que Herodes, o Grande, se apoderou da terra e do reino em Israel.

Naqueles dias a terra já começava a ser chamada de Palestina. Foi nesse período que Jesus nasceu.

Assim, pode-se dizer que a vida física de Jesus aconteceu sob o domínio Romano.

Israel tinha liberdade para habitar e governar os aspectos morais e religiosos do país, da terra de Israel, ou, Palestina, como preferiam chamar os Romanos.

Os Romanos, assim como os gregos antes deles, preferiam chamar a terra de Israel de Palestina, a fim de não dar status tão particular à nação de Israel, pois, era politicamente melhor para os Romanos chamarem a terra por um nome e a nação por outro, diminuindo assim a força da identidade daquele povo, cuja força de identidade nem os Romanos e nem nenhum outro povo na história da civilização jamais possuiu tão fortemente.

A terra dos filhos de Israel fora antes chamada de Terra de Canaã, em razão de que ali viviam antes os cananeus e povos de cultura semelhante à deles. Depois se tornou apenas Israel. Os gregos já chamavam a terra pelo nome Palestina. Mas foram os Romanos os que consagraram o termo ligado àquela região.

O nome Palestina decorre do nome da região sul de Israel, onde hoje é a Faixa de Gaza, e que é assim chamada em razão dos Filisteus que ali viveram anos, conforme as narrativas bíblicas. Ora, o nome original era Philistia, que, com o tempo, virou Philistin, e, depois, Palestina.

No ano 70 depois do nascimento de Jesus a cidade de Jerusalém foi destruída, conforme a predição de Jesus, e também conforme Ele os judeus foram dispersos para todas as nações da Terra.

Quase dois mil anos passaram desde então, e, durante esse longo lapso de tempo histórico, os filhos de Israel jamais deixaram de ter judeus morando e vivendo na Palestina. Além disso, os Samaritanos, que são os remanescentes do reino Norte de Israel, também jamais deixaram de viver na região da Samaria, hoje Cisjordânia.

Israel, no entanto, passou a ser apenas um nome da Bíblia, para os Ocidentais e para o mundo em geral, sendo que havia gente que pensava que Jerusalém nem mais existia, e isto até bem pouco tempo atrás, tamanha era a força da suposta realidade de que o Israel da Bíblia acabara, tendo sobrado apenas os chamados judeus; e esses como cidadãos errantes do mundo, uma espécie de ciganos de elite do Planeta.

Israel nunca teve vida fácil. Desde Abraão que a existência é dura para Israel.

Da destruição de Jerusalém pelos Romanos até hoje, eis em síntese o que aconteceu:

No ano 68, isto é, apenas cerca de 40 anos depois de Jesus ter dito as palavras acerca da destruição de Jerusalém e a Dispersão dos Judeus, o general romano Tito foi enviado com as suas tropas para controlar uma rebelião judaica nacionalista. Após dois anos de cerco, os romanos entraram na cidade e dizimaram a população. A fúria dos romanos, certamente provocada pela resistência judaica, foi de tal ordem que incendiaram praticamente a cidade inteira, incluindo o Templo. Cumpriu-se literalmente a profecia de Jesus: não ficou «pedra sobre pedra».

Os judeus sobreviventes foram vendidos como escravos e o povo em geral foi disperso por muito lugares. A partir do ano 70, Israel deixou de existir como nação com um território próprio. Os judeus espalharam-se por muitas nações, procurando sobreviver em condições de grande adversidade.

Ao longo de séculos, foram constantemente e irracionalmente perseguidos. Nas fogueiras e nas prisões do Santo Ofício, milhares pereceram às mãos da Inquisição. Os progroms e o anti-sionismo dos países da ex-União Soviética perseguiram, prenderam e mataram muitos judeus.

Ora, todos nos lembramos da famosa «solução final» de Hitler nos campos de concentração nazistas, onde seis milhões de judeus foram aniquilados, numa operação macabra de morte que ainda hoje continua a chocar as nossas consciências.

Após a destruição de Jerusalém no ano 70 de nossa era, os romanos ergueram uma nova cidade - Aelia Capitolina - sobre suas ruínas. Os judeus eram proibidos de entrar no seu antigo lugar de culto.

No século 4º, a Terra de Israel fazia parte do Império Bizantino; Jerusalém tornara-se um cidade cristã, e legiões de peregrinos vinham visitar os locais relacionados ao advento do cristianismo.

Os árabes muçulmanos, comandados pelo califa Omar, conquistaram Jerusalém em 683 e construíram o Domo da Rocha no lugar do primeiro e segundo Templos. Os judeus tinham novamente permissão para viver na cidade, administrada durante os quatro séculos seguintes pelos califas muçulmanos, desde suas capitais em Damasco, Cairo e Bagdá.

Jurando libertar Jerusalém do Islã, os Cruzados e seus exércitos partiram da Europa em 1096. A conquista da cidade foi acompanhada pelo massacre de seus habitantes judeus e muçulmanos. Durante quase um século, Jerusalém foi a capital do Reino Latino da Terra Santa.

Saladino, Muçulmano do Curdistão, conquistou Jerusalém em 1187 e permitiu o retorno dos judeus à cidade. Os quase quatro séculos de domínio muçulmano foram marcados por negligência: a população da cidade minguou e as muralhas se arruinaram. Somente no início do domínio turco otomano, no princípio do século 16, Jerusalém recuperou parte de seu antigo esplendor.

No século 19, com o enfraquecimento do poder otomano e o despertar do interesse europeu pela Terra Santa, o atraso medieval cedeu diante do progresso ocidental. Jerusalém expandiu-se, e por volta de 1840, o número de habitantes havia aumentado consideravelmente, sendo que mais da metade eram judeus.

No fim da 1ª Guerra Mundial (1917), o general inglês Allenby aceitou a rendição da cidade por parte do prefeito de Jerusalém, finalizando o domínio otomano. Durante os 30 anos seguintes, a cidade foi a sede administrativa do mandato britânico. Durante esta época, o povoado estagnado e abandonado transformou-se em cidade florescente.

Na atualidade a cidade de Jerusalém tem sido palco de inúmeras disputas entre as três maiores religiões que ali se instalaram: judaísmo, cristianismo e islamismo! Esta disputa é feita palmo a palmo, pois as três religiões reivindicam os locais sagrados de Jerusalém.

Os judeus dizem ter direito à cidade, pois ela sempre foi a capital do Estado de Israel, e foi sempre ali que seus antepassados viveram, foi ali que os profetas entregaram as palavras ditas pelo Eterno à nação, etc...

Os árabes dizem ter direito à cidade, pois quando os judeus foram dispersos pelo mundo no ano 70 d.C., eles então se apossaram da cidade e do país e reivindicam então sua posse.

Os cristãos da mesma forma, pois durante os períodos de conquistas, eles passaram por Jerusalém e ali estabeleceram marcos históricos presentes até a atualidade na cidade! Eles edificaram igrejas (católicas) e afirmam que a cidade é seu patrimônio, pois Jesus Cristo (considerado por eles o fundador do cristianismo!) viveu, padeceu, morreu e ressuscitou ali!

A controvérsia está longe de ser decidida e percebemos que desde sempre existiu uma pressão dos países considerados como "potências" mundiais para que haja tolerância em Jerusalém! Jerusalém é tida como "Cidade Universal", reclamada para tornar-se o catalisador mundial das religiões!

Ora, nos últimos dois mil anos, além de todas as lutas e perseguições anteriores, os judeus, filhos de Israel, sofreram mais do que qualquer outro povo na história humana.

E mais:

Nunca um povo experimentou e sobreviveu a tanta ira espalhada pela Terra!

Depois do “Holocausto”, termo hoje abominável aos “politicamente corretos” da mídia e da intelectualidade, os judeus receberam permissão da ONU para voltarem à Palestina, mas apenas para tentarem a vida lá; numa terra que depois de ter tido todos os tipos de ocupantes e de ocupação, agora, depois de 1948, estava sob o domínio Inglês e Jordaniano, com supremacia do status religioso dos Islâmicos, desde que os Cruzados perderam a “Terra Santa” de vez para os Mulçumanos no inicio do 2º Milênio desta era.

Os judeus já vinham comprando terras na região desde muito antes da ONU decidir mandá-los de volta para lá, para a sua terra, a terra de seus pais, da qual haviam saído não por livre vontade, mas por deportação, no ano 70 desta era.

A terra estava quase que completamente abandonada. Era pântano para todo lado, com muita doença; e, no Norte, na Galileia, muita era a malaria que atacava a todos os que ali obrigados a viver; e que lá não viam nada de bom.

Jerusalém só interessava em razão de sua importância religiosa para os Islâmicos também, mas, na pratica, a terra toda estava em estado de avançada desertificação, ou, então, entulhada de pedras ou tomada pelos pântanos.

Os judeus chegaram estabelecendo Kibutz. Comunidades agrícolas e comunistas na gestão de tudo. Receberam mão de obra de outros judeus que logo começaram a afluir para a terra de seus pais.

Não demorou e os Kibbutzs começaram a ser atacados pelos árabes islâmicos, tanto Palestinos, quanto Egípcios, Sírios e Jordanianos.

Trabalhavam com uma mão e empunham a arma na outra. Anos e anos a fio. Então, depois de muitas guerras contra essas forças, Israel tomou parte da cidade de Jerusalém. Foi a Guerra da Independência, mas o status da cidade de Jerusalém foi mantido, com a supremacia dos Islâmicos sobre a área mais sagrada da terra: a Monte do Tempo; onde estão as Mesquitas de Omar e El Aksa.

Depois os Egípcios atacaram na chamada Guerra dos Seis dias, mas foram vencidos, não tendo tipo a cidade do Cairo tomada pelos exércitos de Israel por pedido encarecido da ONU.

Então, no inicio da década de 70, os Sírios e os Egípcios atacaram outra vez de surpresa, só que agora no Dia do Perdão dos Judeus.

Outra vez, quase depois de vencidos, Israel virou a guerra, e, ao Norte, empurrou os Sírios de volta, e, ao sul, desbaratou os Egípcios. Outra vez a cidade do Cairo, no Egito, tanto quanto Damasco, na Síria, não foram tomadas em razão de encarecidos pedidos da ONU.

Israel, todavia, depois de ter sido invadido oficialmente duas vezes, e, centenas de vezes alvejado por torpedos Sírios, lançados de sobre as Colinas de Golan, decidiu não mais devolver Golan aos Sírios, pois, de cima das colinas eles atacavam sistematicamente, durante anos e anos.

Com a supremacia definida de Israel na região, definitivamente estabelecida de 1974 para frente, reinou um período de certa tranqüilidade alguns anos.

Arafat, no entanto, praticava sistematicamente o terrorismo, sempre na intenção de provocar um levante na terra.

De 1977 para cá, tudo o que aconteceu por lá, posso dizer que vi com os meus próprios olhos, e, em algumas ocasiões, eu estava lá quando havia conflitos como o que agora se vê.

Quando vejo os ataques de Israel em resposta aos ataques do Hamas, sinto muita dor pelos inocentes Palestinos.

Vejo-os sofrendo como os inocentes moradores de uma favela do Rio, tomada por traficantes, em guerra com forças do Estado, e, usando o povo como escudo para o enfrentamento.

Ora, internamente os Palestinos estão mais divididos do que a mídia anuncia.

De fato, o que vejo é perverso em todos os sentidos.

É perverso porque os inocentes Palestinos estão sendo usados covardemente pelo Hamas. É perverso porque as autoridades de Israel estão exagerando em muito na medida da resposta. Perverso porque não há solução na cessação de nada, pois, o Hamas não cessa nada nunca. Perverso porque a estratégia do Hamas é fazer o que está fazendo a fim de por o mundo em grande ira contra Israel. Perverso porque não se divulga nada com isenção, e, em não se fazendo, apenas aumenta-se o ódio reinante e as reações de ambos os lados.

O fato é que Israel é atraidor de Ira!

Ira entre os povos!

E que Ira é essa?

Ora, além de que Israel é o povo cultural e geneticamente mais uniforme do Ocidente da Terra, é também o povo que mais contribuiu proporcionalmente para tudo o que o mundo chama avanço e genialidade cultural, artística, intelectual, filosófica e cientifica.

Os próprios Árabes, primo-irmãos dos Judeus, nem de longe lograram a homogeneidade que os de Israel conseguiram, e, muitos menos, tiveram ou têm o avanço de consciência que os judeus possuem.

O terrorismo Árabe-Palestino ou Árabe qualquer coisa, não dá chance à paz.

Quem pode negociar com seqüestradores?

Quem pode negociar com terroristas?

Quem pode negociar com quem joga um jogo para o mundo e outro para dentro?

Quem pode negociar com quem ganho o Nobel da paz para fora, para o mundo, e, ao mesmo tempo, incentiva o terrorismo?

Pior:

Quem pode negociar com quem diz que o único negócio é extinção total do "inimigo judeu"?

Assim, com toda razão Israel ataca, e, fica sem razão por atacar atingindo os civis, mas não tem alternativa, pois, não fazendo o que faz, não agüentara as pressões internas. Ao mesmo tempo em que fazendo o que está fazendo, atrai a Ira do mundo contra si mesmo, o que, no caso de Israel é um perigo, posto que por razoes que nem as pessoas compreendem, os filhos de Israel existem sob a Ira da inveja e do desconforto espiritual dos povos.

Israel é objeto de todas as iras: as justificáveis e as injustificáveis!

E é assim porque Israel é um elemento pivotal no elemento profético da existência humana!

CAMINHO DA GRAÇA

quarta-feira, 9 de junho de 2010

A Morte do Pecado



Aquele que não teve pecado, Deus o fez pecado por nós... Comparável a essa frase em seu conteúdo esmagador somente uma outra: Ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar... Ambas referem-se ao Cordeiro de Deus, a Jesus, o Senhor. O que me choca é que está tudo feito e acabado, menos para quem diz “crer”. Os que “crêem” não sabem que ainda não crêem, ou não sabem no que crêem. Pois se o soubessem, saberiam que a Lei morreu em Cristo; que a força do pecado é a Lei, mas que com sua morte, ela, a Lei, já não tem poder sobre nós. Ora, essa morte da Lei matou a força do pecado, pois onde não há Lei, também não há transgressão. Assim, o que Jesus Pagou por nós, está Pago para sempre. Mas quem crê? Então você pergunta: Se é assim, como então nós ainda pecamos? Ora, o pecado que eu peco é fruto de minha queda, mas já não carrega em si mesmo o poder de me matar, tanto quanto já não carrega mais o poder de me fazer “compulsivo”, pelo simples fato de que em minha consciência ele já não se faz acompanhar da condenação da morte. É o medo da morte e a certeza da condenação o poder que gera toda compulsão! O pecado faz mal ao meu ser, mas já não tem o poder de daná-lo, se está confiante no poder e na consumação do que Jesus já fez por nós. Afinal, o pecado só existe em mim, mas já não existe como algo que pende como espada da morte sobre minha cabeça. Eu estou em Cristo! Já não há mais nenhuma condenação para os que estão em Cristo Jesus!
Agora eu ouço:
Filhinhos meus, não pequeis; se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai; Jesus Cristo, o Justo; Ele é a propiciação pelos nossos pecados; e não somente pelos nossos próprios, mas inda pelos do mundo inteiro! O Deus que se fez carne também se fez pecado por nós! E certamente Ele não fez isto para que continuasse tudo igual. Tem que haver um fato-fator-real que decorra dessa ação. O fato real é um só: o pecado existe na vida de cada um de nós, mas já não existe como condenação. O fato do pecado em mim é inegável. Todavia, é também inegável que ele já não tem poder sobre mim. Como? Não tem poder? Como? Ele existe como produção de minha carne (corpo-totalidade-do-ser), pois faz parte de minha constituição caída. Hoje ele pertence à dimensão de minha animalidade não elevada em consciência, pois ainda está presa à minha condição de “egoísta-essencial”. No entanto, o pecado virou gripe: amolece, mas já não me mata.Então, eu constato o pecado em mim. Grito: “Desventurado sou!”. Mas meu grito já não ecoa para a eternidade, não ecoa nem mesmo no tempo, exceto em mim, que me entristeço comigo mesmo. Entretanto, ele já não passa daí. Pois a Lei do Espírito e da Vida em Cristo, me libertou da Lei do pecado e da morte! Agora, se creio no que “está feito”, vivo pelo que Ele fez por mim, não em razão do que eu, mesmo crendo, ainda faço contra mim. Aquele que não teve pecado Deus o fez pecado por nós, para que nós que pecamos já não sejamos pecado, mas sem pecado Nele, que nunca tendo pecado, foi feito pecado em meu lugar. A lógica é uma só: quem nunca foi...foi feito...para que quem é...possa já não ser, mesmo que ainda seja...pois mesmo sendo, só o é para si mesmo...mas não mais para Aquele que por nós se fez aquilo que Ele mesmo não era...para que nós que somos...já não o sejamos como quem em sendo morre do é. Quem eu sou já não me mata!

Reverendo Caio Fábio

terça-feira, 11 de maio de 2010

O Caminho Estreito...


O Caminho é Estreito porque tudo se concentra numa só coisa: em Jesus e em Sua Graça.

Fora...ficam as justiças próprias, as superioridades, os desejos de poder e conquista, a propaganda moral auto-glorificante, o espírito de juízo e julgamento, e os caprichos homicidas e utilitários em relação ao próximo.

No Caminho entra-se pela Porta Estreita, que é estreita apenas para quem deseja enfiar consigo todas essas coisas para dentro.

É Estreita porque por ela só passa o ser que creu na justiça de Deus em seu favor...e deixou tudo para trás.

Deixar tudo para trás não é um ato externo, é uma decisão interna.

É dentro onde ficam as bijuterias de minha justiça própria e arrogância, e que são maiores em quantidade que as riquezas de faraó.

Com justiça própria ninguém entra.

O camelo passa, mas o ser auto-convencido de que com seus aparatos de justiça própria ele pode; e, não só isto, mas que crê que pode entrar por causa de suas próprias justiças, esse fica fora.

Note que quando Jesus disse isto havia um tipo de gente que se sentiu “fora” justamente porque, apesar do estreitismo de sua visão, eles sabiam que tentavam fazer os seus camelos passarem pelo fundo da agulha: os fariseus, e os ricos auto-suficientes em sua riqueza generosa. Os publicanos e pecadores—candidatos naturais à Porta Larga, e ao Caminho Largo, da Perdição—foram justamente os que mais entraram pela Porta Estreita.

E por que? Porque eles não levavam consigo uma “Mudança de Caminhão” cheia de apetrechos de justiça própria e mobília de conquistas morais.

A Porta é Estreita apenas para quem deseja não levar consigo qualquer outra coisa que não seja confiança no amor de Deus. E quem deseja se despojar tanto?

Andar na Graça é andar despojado de justiça própria e viver revestido de Cristo. Entrar pela Porta Estreita é um milagre.

Ninguém “acerta” por conta própria, e nem por méritos próprios.

De fato, entrar pela Porta Estreita é tarefa impossível para os homens; é mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha. Ou seja: é impossível.

Mas, Jesus disse: “Os impossíveis dos homens, são possíveis para Deus”.

Portanto, trata-se de algo impossível aos homens. Somente Deus torna esse “caminho largo o suficiente para eu passar”.

Pedro se conflituou quando viu Jesus olhar para o “jovem rico”, amá-lo, e depois não se impressionar com seu currículo de bondades; ao contrário, dizer a ele que se a questão fosse de “barganha com Deus”, então, que ele fosse, vendesse tudo, e voltasse para segui-Lo. E o homem retirou-se triste por ser dono de muitas riquezas.

A questão de Pedro foi: “Sendo assim, quem pode ser salvo?” A resposta é simples: Ninguém.

A salvação está na total falta de fé nas justiças próprias, e na total fé na justiça justificadora que vem do fato de Deus ser amor; e o justificador dos homens.

O que Jesus queria fazer? Fazer o homem se perder?

É claro que não. Ao contrário: o Caminho Estreito tem que ser visto por mim como total impossibilidade. Só quando ele é impossível para os homens é que vemos que “para Deus tudo é possível”.

Portanto, os que andam no Caminho Estreito não têm dietas, vestuário, jeitos especiais de se comportar, ou qualquer outra coisa.

São apenas seres humanos constrangidos pelo amor de Deus, e que desistiram de se apresentar a Deus e aos homens com as imensas alegorias de suas justiças próprias, nessa Sapucaí de desfiles de belezas que não sobrevivem à tempestade.

O Caminho Estreito é o caminho da fé, pura e simples; e completamente confiante no fato de que eu sou uma solução divina na minha total impossibilidade de me tornar uma solução para Deus.

Somente quando eu desisto de ser uma solução humana para Deus, é que me torno, em Deus, pela minha impotência, parte da solução divina; visto que essa só se opera na consciência que sabe que não pode; é aí que a Graça se instala como o milagre que faz “esse camelo aqui” entrar pelo fundo da agulha...sem nem saber como...e sem poder negar que o milagre aconteceu.

O mais é invenção humana. É doutrina dos fariseus sobre a Porta Estreita, que é um dos textos mais pervertidos do Novo Testamento; pois ao invés de ser o Caminho de Jesus, passou a ser uma estreita passarela de desfiles de fariseus, vestidos de fariseus, e tentando convencer o mundo de que a salvação é uma moda de vestuário, de morais, de costumes, de culturas e, sobretudo, de justiça própria.

Do ponto de vista de Jesus, isso que nós chamamos de Caminho Estreito, é o que Ele chama de Caminho Largo.

Sobre “tomar o reino à força”, saiba: significa isso mesmo; visto que o maior esforço que um homem que deseja salvação pode fazer é desistir de seus próprio esforço, e confiar na Graça de Deus.

Você conhece tarefa mais pesada do que essa?

Estranho, largar todo peso, é a coisa mais difícil para mim. Meu maior esforço é esse: me esforçar para não me esforçar; confiar é que é difícil.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

SUICÍDIO OU ASSASSINATO MORAL?




O governo da Escócia acaba de revelar pesquisa na qual se chegou à seguinte conclusão acerca do suicídio. Os adolescentes são o maior grupo de risco. Todavia, entre tais suicidas juvenis se descobriu que a maioria é gay, e que dentre tais gays os cristãos respondem por 90% dos riscos de cometimento de suicídio. Ou seja: um adolescente cristão e gay, tem 90% mais chance de cometer suicídio que um não-cristão, heterossexual ou não, de qualquer outra religião. O que isto quer dizer? 1. Que a religião cristã não oferece Graça à alma que esteja fora dos padrões da moral cristã. 2. Que outras religiões pesam menos neuroticamente sobre as almas humanas que a religião cristã. 3. Que é inconcebível que os que dizem ser o Povo que recebeu Graça no Sangue de Jesus não consiga oferecer pouso e paz para aqueles que existem em condições distintas ao padrão da igreja. 4. Que a igreja precisa botar menos culpa no Diabo por tais resultados suicidas, e assumir a responsabilidade, ela própria, por criar um “ambiente moral” que significa, psicologicamente, um “prato feito” para aquele que vem apenas para matar, roubar e destruir. 5. Que a religião cristã é mais da Culpa que do Perdão e da Misericórdia. Obviamente digo isto considerando a incidência estatística de tais ocorrências na igreja na Escócia. No entanto, o mesmo padrão hoje em dia é encontrado também em outros paises de moral cristã na Europa, bem como nos Estados Unidos. No Brasil vejo também um crescente número de rapazes e moças me dizendo e escrevendo acerca de sua vontade de por fim a vida em razão da mesma questão. Irmão, se eu estiver enganado, perdoe-me, mas não consigo achar que estou, e digo isto na presença de Deus. Não é concebível que justamente entre aqueles que dizem crer em Graça reine a Culpa e o Medo. Também é impensável que um adolescente prefira a morte que ter que enfrentar a Moral da igreja e da família. As gargalhadas do Diabo são dadas não a quem se matou, mas sim oferecidas em infernicidade grata à religião, pela manutenção do espírito do medo e da culpa que por ela é mantido, promovido e servido com devoção. Há muito sangue inocente sendo derramado em razão das perversidades da religião, e isto desde sempre. Que Deus nos salve do homicídio moral, e nos livre do mal que habita a tentação de nossas diabólicas virtudes. Que o Evangelho de Jesus nos salve do espírito da religião, seja ela qual for, inclusive quando se diz “cristã”, pois é quando tal espírito se torna mais insidioso, e mata muito mais. Infelizmente temos que admitir que no mundo de hoje a pior versão global do Diabo é cristã. E na Moral, na Política e na Economia tais manifestações cristãs do Diabo têm se mostrado as mais devastadoras da Terra. Quando o Filho do Homem voltar, porventura encontrará fé na Terra? (CAMINHO DA GRAÇA)

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Visões atuais sobre as causas do homossexualismo


A polêmica sobre as causas do homossexualismo



"Mas, onde foi que eu errei?!!". Essa é a pergunta que sempre aparece no final de um quadro humorístico do pai que se sente culpado de ter um filho homossexual. Com a maior tolerância da sociedade, sobretudo da mídia, aos homossexuais, muitas famílias ainda se escandalizam e pais demonstram ansiedade diante da possibilidade de seu filho "homem" possa um dia revelar essa tendência psicossexual.

Há controvérsias se o homossexualismo é determinado geneticamente, se é resultado da educação ou do meio ambiente em que a pessoa é criada. O neurobiólogo Roges Goski (Universidade da Califórnia, EUA) fez experiências em laboratórios com ratos e seres humanos, ambos fêmeas, que receberam testosterona (o hormônio masculino) ainda em fase intra-uterina e observou que, desde a primeira fase da vida, elas tinham comportamentos masculinos, como gostos, brincadeiras mais agressivas além de sentirem-se mais atraídas por fêmeas.

Já o geneticista Dean Hamer (Instituto Nacional de Saúde dos EUA) sustenta a tese de que homossexualismo tem determinação genética. O geneticista diz ter descoberto genes numa determinada região, que ele chamou de GAY-1, associados ao homossexualismo. Tal hipótese não teve muita credibilidade no meio científico americano, mas seus defensores dizem haver uma lógica: "se os genes transmitem as características hereditárias e contêm 'instruções' para a fabricação das substâncias que fazem os organismos funcionarem, também poderia lançar a probabilidade de homossexuais (assumidos ou não) terem filhos também homossexuais. É uma tese que coloca o homossexualismo não como uma opção ou estilo de vida, mas como resultado de uma variação genética.

Contrário a essa tendência bio-geneticista das causas do homossexualismo, estão os psicólogos e psicanalistas. Não se nega que a base genética de nossas características humanas ou as tendências que temos de desenvolver algumas doenças, por exemplo, tem base genética, mas daí incluir o homossexualismo como quase-doença geneticamente determinada é, no mínimo, simplismo científico.

Daryl Bem, psicólogo da Universidade de Cornell (EUA), pesquisa a formação intra-familiar do homossexual. Quais brincadeiras uma pessoa preferia quando criança, seus gostos por roupas, jóias, tipo de relação com a mãe, com o pai, etc. e concluiu que os incidentes do desenvolvimento, o tipo de investimento familiar e as tendências da própria pessoa, todos esses fatores pesam muito mais na determinação do homossexualismo do que os fatores genéticos.

A nova geração de psicólogos americanos a partir de Judith Harris tende a valorizar as vivências "fora" da família, isto é, as relações interpessoais com vizinhos, colegas da escola e da rua, como fatores que mais pesam no desenvolvimento da personalidade. Nesse sentido, meninos que se comportam segundo o estereótipo de menino (gostam de brincadeiras mais agressivas, se identificam com heróis, gostam de aventuras, ação, são menos obedientes e se encrencam na escola por má conduta mais que as meninas etc) se diferenciam delas que costumam ter um jeito mais suave e introspectivo. O "normal" nessa cultura é esperar que os meninos sintam-se atraídos pelas mulheres, mas não em ser como elas. Porém, sobram perguntas sem respostas satisfatórias. Como entender as pessoas que desde crianças sentem-se atraídas pelo estilo das meninas? Será que, só por essa tendência, fatalmente desenvolverão homossexualismo ou será apenas uma fase passageira? E as meninas que admiram mais as meninas, que são fascinadas por pessoas famosas, será que estão sendo atraídas a se tornarem homossexuais ou trata-se somente de simples admiração?

De nossa parte, esclarecemos que tanto meninos quanto meninas, até a fase da adolescência, não podemos afirmar que serão homossexuais quando adultos, só por terem gostos e jeito do sexo oposto. São fases em que é normal é a presença de estereótipos, facilmente copiados na mídia e repetidos nos gestos, mímica, falas, etc. Ademais, se eles estão ainda em formação total da personalidade, inclui também a psicossexualidade ou sua definição sexual.

Os estudos de Freud, no início do séc. 20, jogaram um pouco de luz nas causas da homossexualidade. Para o pai da psicanálise, três fatores parecem determinar o homossexualismo: a forte ligação com a mãe, a fixação na fase narcísica e o complexo de castração. No primeiro, o homossexualismo teria início devido a uma forte e incomum fixação com a mãe o que impediria essa pessoa de se ligar a outra mulher. O segundo fator, o narcisismo, faz com que a pessoa tenha menos trabalho em se ligar ao seu igual que em outro sexo. A estagnação na fase narcísica faria com que "o amor fosse para eles sempre condicionado por um orgão genital semelhante ao deles" (Ferenczi). O terceiro fator, aponta problemas relativos à travessia da castração, isto é, sofrimentos relativos as perdas e a idéia de morte que deixariam a pessoa acomodada ou acovardada na sua psicossexualidade.

Em verdade, não podemos escapar do fato de que somos todos ambissexuais. Esse termo proposto por S. Ferenczi, em 1914, é ainda útil para exprimir que a criança, num certo estádio do seu desenvolvimento normal, manifesta sentimentos anfieróticos, quer dizer, ela pode transferir sua libido ao mesmo tempo para o homem (o pai) e para a mulher (a mãe). Observa-se em qualquer cultura do mundo -- incluso também a nossa -- que as pessoas tendem a ter atração pelo mesmo sexo e se distanciam do sexo oposto, ou seja, as amizades são mais fáceis de acontecer entre homens e só de mulheres entre si. Não faz muito tempo, as escolas separavam salas de aulas só de meninas e outras só com meninos, numa evidente opção institucional e inconsciente pela "homossexualidade". Até hoje, no interior brasileiro, assim como no mundo oriental, os hindús, os árabes, se sentem mais próximos dos homens que de mulheres. Nessas culturas, não há preconceito quanto a homossexualidade, vista nos grupos de danças, nas rodas de jogos, nas conversas e brincadeiras. Esses grupos se organizam segundo as regras da homossexualidade (quer dizer: "igual sexo") e, no entanto, ao que parece não chegam a ser homossexuais. Por quê? Talvez pelo complexo de castração, o terceiro fator acima proposto pela psicanálise.

De qualquer forma, ainda não foram respondidas a contento as questões: por que algumas pessoas tem preferências ou tendências homossexuais? Será que o homossexualismo não passa de uma espécie de inveja do outro sexo; que deseja ter o jeito do outro sexo? Ou, seu desejo primeiro é não ter desejo, nem ser "macho", nem "fêmea", mas de ser o terceiro sexo? Qual o limite da determinação genética quanto a homossexualidade e o homossexualismo? E a influencia desta com os fatores ambientais e a significação atribuída ao próprio sujeito desejante?

No momento, os estudiosos parecem estarem de acordo em somente um ponto: não há uma única causa quanto ao que determina o homossexualismo.

Os pais em geral deveriam educar seus filhos para uma sexualidade sadia, sem preconceitos ou sofrimentos desnecessários. Deveriam ter melhor preparo, mais esclarecimentos e sobretudo saber escutá-los nas suas dificuldades e dúvidas. Os pais de homossexuais, não mais deveriam se perguntar "Onde foi que eu errei?", mas "Como devo proceder-me para que essa pessoa seja feliz?", porque em verdade, o amor não ter sexo.

terça-feira, 13 de abril de 2010

RESOLUÇÃO CFP 01/99

Instruções sobre a Resolução 01/99 devido a manifestações recentes de psicólogos e parlamentares do Rio de Janeiro e conseqüente repercussão matéria

O Conselho Federal de Psicologia vem esclarecer alguns pontos importantes relacionados à Resolução CFP N.º 01/99 que estabeleceu normas de atuação para os psicólogos em relação à questão da orientação sexual.

1. A Resolução CFP N.º 01/99, baseada nos princípios da ética profissional do psicólogo, regulamenta que os psicólogos deverão contribuir com seu conhecimento para o desaparecimento de discriminações e estigmatizações contra aqueles que apresentam comportamentos ou práticas homoeróticas. Neste sentido proíbe os psicólogos de qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas e proíbe os psicólogos de adotarem ações coercitivas tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados.

2. A Resolução impede os psicólogos de colaborarem com eventos ou serviços que proponham tratamentos e cura das homossexualidades, seguindo as normas da Organização Mundial de Saúde e impede que os psicólogos participem e se pronunciem em meios de comunicação de massa de modo a reforçar o preconceito social existente em relação os homossexuais como portadores de desordem psíquica.

3. A Resolução não impede os psicólogos de atenderem pessoas que queiram reduzir seu sofrimento psíquico causado por sua orientação sexual, seja ela homo ou heterossexual. A proibição é claramente colocada na adoção de ações coercitivas tendentes à cura e na expressão de concepções que consideram a homossexualidade doença, distúrbio ou perversão.

4. Os psicólogos não podem, por regra ética, recusar atendimento a quem lhes procure em busca de ajuda. Por isso é equivocada qualquer afirmação de que os psicólogos estão proibidos de atenderem homossexuais que busquem seus serviços, incluindo a demanda de atendimentos que possam ter como objeto o desejo do cliente de mudança de orientação sexual, seja ela hetero ou homossexual. No entanto, os psicólogos não podem prometer cura, pois não podem considerar seu cliente doente, ou apresentando distúrbio ou perversão.

5. Por fim, cabe salientar que a ética dos psicólogos é laica e portanto o exercício da profissão não pode ser confundido com crenças religiosas que os psicólogos por ventura professem.

Atenciosamente,

ODAIR FURTADO
Presidente

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

ESTATUTO EXISTENCIAL DAQUELE QUE NÃO TEM BARGANHA COM DEUS

Artigo 1 - Fica decretado que agora não há mais nenhuma condenação para quem está em
Jesus, pois, o Espírito da Vida em Cristo, livra o homem de toda culpa para sempre.
Artigo 2 - Fica decretado que todos os dias da semana, inclusive os Sábados e Domingos, carregam consigo o amanhecer do Dia Chamado Hoje, por isso qualquer homem terá sempre mais valor que as obrigações de qualquer religião.
Artigo 3 - Fica decretado que a partir deste momento haverá videiras, e que seus vinhos podem ser bebidos; olivais, e que com seus azeites todos podem ser ungidos; mangueiras e mangas de todos os tipos, e que com elas todo homem pode se lambuzar.
Parágrafo do Momento:
Todas as flores serão de esperança; pois que todas as cores, inclusive o preto, serão cores de esperança ante o olhar de quem souber apreciar. Nenhuma cor simbolizará mais o bem ou o mal, mas apenas seu próprio tom, pois, o que daí passar estará sempre no olhar de quem vê.
Artigo 4 - Fica decretado que o homem não julgará mais o homem, e que cada um respeitará seu próximo como o Rio Negro respeita suas diferenças com o Solimões, visto que com ele se encontra para correrem juntos o mesmo curso até o encontro com o Mar.
Parágrafo que nada pára:
O homem dará liberdade ao homem assim como a águia dá liberdade para seu filhote voar.
Artigo 5 - Fica decretado que os homens estão livres e que nunca mais nenhum homem será diferente de outro homem por causa de qualquer Causa. Todas as mordaças serão
transformadas em ataduras para que sejam curadas as feridas provocadas pela tirania do silêncio. A alegria do homem será o prazer de ser quem é para Aquele que o fez, e para todo aquele que encontre em seu caminhar.
Artigo 6 - Fica ordenado, por mais tempo que o tempo possa medir, que todos os povos da Terra serão um só povo, e que todos trarão as oferendas da Gratidão para a Praça da Nova Jerusalém.
Artigo 7 – Pelas virtudes da Cruz fica estabelecido que mesmo o mais injusto dos homens, que se arrependa de seus maus caminhos, terá acesso à Arvore da Vida, por suas folhas será curado, e dela se alimentará por toda a eternidade.
Artigo 8 – Está decretado que pela força da Ressurreição nunca mais nenhum homem
apresentará a Deus a culpa de outro homem, rogando com ódio as bênçãos da maldição. Pois todo escrito de dívidas que havia contra o homem foi rasgado, e assustados para sempre ficaram os acusadores da maldade.
Parágrafo único:
Cada um aprenderá a cuidar em paz de seu próprio coração.
Artigo 9 – Fica permanentemente esclarecido, com a Luz do Sol da Justiça, que somente Deus sabe o que se passa na alma de um homem. Portanto, cada consciência saiba de si mesma diante de Deus, pois para sempre todas as coisas são lícitas, e a sabedoria será sempre saber o que convém.
Artigo 10 – Fica avisado ao mundo que os únicos trajes que vestem bem o homem diante de Deus não são feitos com pano, mas com Sangue; e que os que se vestem com as Roupas do Sangue estão cobertos mesmo quando andam nus.
Parágrafo certo:
A única nudez que será castigada será a da presunção daquele que se pensa por si mesmo vestido.
Artigo 11 - Fica para sempre discernido como verdade que nada é belo sem amor, e que o olhar de quem não ama jamais enxergará qualquer beleza em nenhum lugar, nem mesmo no Paraíso ou no fundo do Mar.
Artigo 12 – Está permanentemente decretado o convívio entre todos os seres, por isso, nada é feio, nem mesmo fazer amizades com gorilas ou chamar de minha amiga a sucuri dos igapós. Até a “comigo ninguém pode” está liberta para ser somente a bela planta que é.
Parágrafo da vida:
Uma única coisa está para sempre proibida: tentar ser quem não se é.
Artigo 13 - Fica ordenado que nunca mais se oferecerá nenhuma Graça em troca de nada, e que o dinheiro perderá qualquer importância nos cultos do homem. Os gazofilácios se transformarão em baús de boas recordações; e todo dinheiro em circulação será passado com tanta leveza e bondade que a mão esquerda não ficará sabendo o que a direita fez com ele.
Artigo 14 – Fica estabelecido que todo aquele que mentir em nome de Deus vomitará suas próprias mentiras, e delas se alimentará como o camelo, até que decida apenas glorificar a Deus com a verdade do coração.
Artigo 15 – Nunca mais ninguém usará a frase “Deus pensa”, pois, de uma vez e para sempre, está estabelecido que o homem não sabe o que Deus pensa.
Artigo 16- Estabelecido está que a Palavra de Deus não pode ser nem comprada e nem
vendida, pois cada um aprenderá que a Palavra é livre como o Vento e poderosa como o Mar.
Artigo 17 – Permite-se para sempre que onde quer que dois ou três invoquem o Nome em
harmonia, nesse lugar nasça uma Catedral, mesmo que esteja coberta pelas folhas de um
bananal.
Artigo 18 - Fica proibido o uso do Nome de Jesus por qualquer homem que o faça para
exercer poder sobre seu próximo; e que melhor que a insinceridade é o silencio. Daqui para frente nenhum homem dirá “o Senhor me falou para dizer isto a ti”, pois, Deus mesmo falará à consciência de cada um. Todos os homens e mulheres que crêem serão iguais, e ninguém jamais demandará do próximo submissão, mas apenas reconhecerá o seu direito de livremente ser e amar.
Artigo 19 – Fica permitido o delírio dos profetas e todas as utopias estão agora instituídas como a mais pura realidade.
Artigo 20 - Amém!